domingo, 31 de janeiro de 2021

FEVEREIRO DE 2021 - ANEXO AO JORNAL MENSAL

ANDREIA  PERLINGEIRO  BASTOS  - Rio de Janeiro/RJ  Diretora Científica da Associação Brasileira de Medicina Orofacial.

A  UTILIZAÇÃO  DOS  ANTIMICROBIANOS

NA  HARMONIZAÇÃO   OROFACIAL


 Diversos estudos têm demonstrado que, aproximadamente, metade das prescrições de antimicrobianos é realizada de forma inadequada, sendo que o uso excessivo desses fármacos está levando à seleção de cepas de bactérias resistentes, assim como a eventos adversos, elevação dos custos e, principalmente, a elevação da morbimortalidades com o insucesso no tratamento.

       O conhecimento dos princípios gerais que norteiam o uso de antimicrobianos, assim como das propriedades e características básicas desta classe, se torna, portanto, essencial para uma escolha terapêutica adequada.

   Os profissionais de saúde que os prescrevem, portanto, devem se empenhar em seu aprendizado e entendimento da farmacologia básica para a sua prescrição.

Alguns questionamentos serão pertinentes no primeiro atendimento onde, usualmente, não se conhece, com certeza, a etiologia.

   A escolha do antimicrobiano deve nortear-se na anamnese, com ênfase nas peculiaridades dos procedimentos realizados que, aliados ao exame físico detalhado, será usualmente suficiente para o diagnóstico clínico de um processo infeccioso, e a consequente escolha do antimicrobiano.

   Existem numerosas classificações acerca desta classe de medicamentos, desde as suas características físicas, passando por seu desenvolvimento, e até mesmo a sua natureza química.

       Desta forma, é extremamente importante a escolha adequada, assim como a dose, a fim de otimizar ao máximo o processo de eliminação de bactérias.

   Com relação à posologia, as doses devem ser adequadas, de acordo com a gravidade do caso. Casos mais leves devem ser medicados com doses mais baixas e por via oral. Os casos mais graves devem ser tratados com doses mais elevadas e, se possível, por via intravenosa.

    Uma das complicações importantes na Harmonização Orofacial é a infecção. Considera-se que o momento principal da contaminação da ferida operatória ocorre durante o procedimento.

     As características do paciente que podem influenciar negativamente incluem: extremos de idade, diabetes mellitus descompensada, tabagismo, uso de esteroides, desnutrição, obesidade e hospitalização prolongada.

     Fatores como hiperglicemia, fumo e excesso de peso, devem ser corrigidos no pré-operatório. Em relação ao procedimento, diversos cuidados têm importância na prevenção da infecção cirúrgica; entre eles, destacamos: antissepsia e assepsia adequadas, habilidade do cirurgião, menor tempo operatório, manipulação atraumática dos tecidos e erradicação de espaços mortos, hematomas ou coleções purulentas.

  A indicação para antibioticoterapia profilática se enquadra nos procedimentos que tenham duração superior a três horas.

    Nas cirurgias limpas, as cefalosporinas de 1ª geração, particularmente a cefadroxila, devido a sua maior meia vida, têm excelente indicação, pois cobrem o principal causador de infecção, o Staphilococcus aureus. Além disso, apresentam ação bactericida, baixa toxicidade e excelente penetração tecidual.

   O antibiótico deve ser administrado, idealmente, em torno de 90 a 120 minutos antes do procedimento, pois é o momento em que ocorre o pico de sua concentração sérica e em dose única. Como no tratamento de outras infecções cutâneas e partes moles sem complicação, a duração do tratamento deve ser de 07 a 14 dias, no máximo.

   Nos pacientes com risco de microbiota selecionada, como renais crônicos em esquema de hemodiálise, diabéticos e imunossuprimidos, é essencial avaliar o risco-benefício dos procedimentos estéticos.

 

ANTÔNIO  INÁCIO  RIBEIRO – Guarapari/ES

Especialista em Marketing (PUC)

Master Business Administration (FGV)

Administrador (Universidade Mackenzie)

Cronista os domingos em:

https://www.folhaonline.es/category/antonio-ribeiro/

Honorário – Diretor de Divulgação da SBDE

 

QUAIS SÃO OS MELHORES PASSEIOS PARA INDICAR AOS TURISTAS EM GUARAPARI?

 

É verdade que a maioria dos que vêm à Cidade Saúde, é por causa das praias, mas acontece que praias bonitas existem em todos os Estados do Brasil, por isso é preciso que os turistas conheçam mais e melhor as atrações de Guarapari.

Quanto mais conhecerem, mais irão se encantar e melhor falarão da cidade, até por terem mais o que falar.

Aí é que entram os moradores da cidade, que ao identificarem um turista, deverão perguntar se já fizeram estes passeios abaixo.

Hoje, o passeio mais procurado é o que melhor mostra nossa cidade vista por outro ângulo, o do mar: são as escunas. São 07 e, na temporada, chegam a 10, com passeios de 02 ou 03 horas.

À tarde e à noite, é possível ir perto do porto das escunas, usando o trenzinho, o 2º passeio mais procurado da cidade. Além de conhecer alguns dos nossos pontos turísticos, são momentos divertidos com animadores.

Bastante procuradas por pessoas de várias idades, tanto na Praia do Morro como na Areia Preta, na temporada e feriadões, as Bananas Boats são passeio e diversão, pois incluem banho e adrenalina em alta pelas ondas.

Aos que gostarem ou já tiverem feito o passeio das escunas, existe o passeio às 3 ilhas, que sai às 6h30 e volta às 14 horas, levando a conhecer as ilhas que mal se avistam desde a praia, por um valor razoável.

Na mesma faixa de preço e duração, o Atlante leva para mergulho num navio grego intencionalmente afundado na costa de Guarapari, para servir de abrigo a peixes e corais, que produzem um espetáculo único.

Fora d’água, e no período da alta temporada, está disponível um passeio de helicóptero, de um valor um pouco mais elevado, que leva emoção por conhecer as belezas de Guarapari num lindo voo panorâmico.

Aos que não gostarem da ideia de voar ou gastar muito, estão as caminhadas pela Praia do Riacho, Areia Preta à Praia da Fonte e pela Praia do Morro, onde existem quadriciclos e bicicletas de aluguel.

Quando estiver muito calor, uma boa dica é passeio a Buenos Aires, que dista aproximados 15 km e a quase 1.000 metros de altitude. Além da vista, é possível saborear típica comida italiana.

Todos nós podemos gerar mais turistas e renda.

Basta saber indicar!

EDUARDO  DE  SOUZA -  Rio Branco/AC              

Honorário - Cine Comentário

 

A  FESTA  DE  BABETTE (1987) - Babettes gæstebud  

Avaliação pública do filme: 7.8

 

Esse filme dinamarquês, ganhador em 1988 do Oscar de melhor filme estrangeiro, é uma festa para os olhos e para o paladar.

Gastronomia, música e um enredo cativante nos levam a vagar pelo século XIX, numa agradável atmosfera cinematográfica.

Misturado a tudo isso, alguns personagens com intenso fervor religioso, liderados por duas filhas de um falecido pastor que pregava uma austeridade quase fanática de comportamentos e atitudes.

Esse meio ambiente, uma pequena localidade na costa escandinava, sofre uma substancial mudança, com a entrada de uma refugiada francesa, vítima de perseguições políticas, e que consegue abrigo na residência das duas líderes, que a acolhem com algumas reservas. Ela tinha sido chef de cuisine de um afamado restaurante parisiense.

Com o passar dos anos, Babette, interpretada pela atriz Stéphane Audran e que dá nome ao título, recebe a notícia de que tinha ganhado uma pequena fortuna na loteria de Paris, num jogo que ela sempre repetia através de um amigo que lá ficara e fazia a aposta por ela.

Não desejando nenhuma benesse para si, ela decide agradecer a gentileza das irmãs que lhe deram abrigo, preparando uma lauta refeição para as mesmas e seus convidados, em comemoração aos 100 anos do reverendo e falecido genitor.

A culinária da França é exibida de forma magistral, com pormenores sofisticados, deleitando convivas e espectadores, com entradas e combinações de bebidas de acordo com o prato a ser consumido.

O prazer demonstrado por todos na mesa, mesmo os mais reticentes, por motivos religiosos, estampa também o deleite da Chefe de Cozinha, que se sente extremamente realizada em providenciar tal regalo.

Apreciar uma película desse naipe, com a tradicional pipoca, conflita com as iguarias apresentadas, mas do lado de cá, é o que nos resta...


HAROLDO  ESCOREL  BORGES - João Pessoa/PB

Ex-Docente da Universidade Federal da Paraíba

Titular da Academia Paraibana de Odontologia

 

EDRÍZIO  PINTO  EM  MEU  TEMPO.

   Sem contestação, o Cirurgião Dentista Edrízio Barbosa Pinto revelou-se, em seu tempo, um dos principais líderes da Odontologia no Nordeste, quiçá no próprio País.

  Com efeito, após alicerçar sua capacidade como dirigente e diligente profissional da Ciência de Fauchard, primeiro em Recife, estendendo-se para todo o território pernambucano, até atingir o plano nacional e culminar como dirigente internacional nos quadros da Odontologia.

 Apresentação dispensável para nosso mundo odontológico, pelo que foi e representou em quase 50 anos de liderança profissional entre nós.

    Meu objetivo é dizer que nos conhecemos então como alunos do Curso Odontológico, anexo à Faculdade de Medicina de Recife, exatamente no ano de 1948, quando eu entrei no curso – consequentemente no primeiro ano.

  Na ocasião, dois fatos nos fizeram identificar, um próximo e o outro mais distante.

  O próximo se refere às aulas práticas de clínica, quando o aluno iniciante era assistido pelo terceiranista concluinte, embora não tivesse eu tido o privilégio de vê-lo como meu orientador.

    Este o fato transitório a que me refiro.

    O outro, bem mais distante, diz respeito a uma atitude atrevida de Edrízio, quando presidente do diretório da faculdade denunciou certo professor catedrático, conhecido pela conduta irresponsável, perante a Congregação.

  Aliás, ela só poderia julgá-lo em caso de denúncia oficial fundamentada, o que ninguém teria coragem de fazê-lo.

   Edrízio assumiu tal responsabilidade, e com o apoio de três jovens colegas paraibanas (Leda, Jacy e Rosário), sustentaria perante a Congregação as acusações contra o mestre, de que resultou sua suspensão por seis meses.

   Esta uma primeira fase, quando ele ainda não estava à frente da própria faculdade que criou, em paralelo com a federal.

 Passados os tempos, eu então como docente da Faculdade de Odontologia da Paraíba e na presidência da APCD – Associação Paraibana de Cirurgiões Dentistas – era o Delegado da ABENO (Associação Brasileira de Ensino Odontológico) junto à nossa faculdade, durante dez anos (1960/70).

  Desde a criação da ABENO nacional, ela fora dirigida pelo professor Paulino Guimarães Júnior, Catedrático da Faculdade de São Paulo.

 Com o término de seu mandato, foi sucedido pelo professor Degni, também da Paulista.

  Com a morte do professor José Lima, da Faculdade de Odontologia da Bahia, nossa região A, composta pelas representações da ABENO: Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, foi convocada para a escolha do novo vice-presidente local.

  Na ocasião, fui convidado para ocupar o cargo, talvez por influência do próprio professor Paulino, a quem eu era ligado.

 Recusei por uma razão: graças a compromissos funcionais não poderia afastar-me da Paraíba.

 Autorizado pelo grupo, procurei o professor Jutorib Oliveira Lima, delegado da ABENO/BA, que igualmente declarou-se impedido por motivos particulares.

 O professor Hélio Bezerra Coutinho, delegado da ABENO/PE, estava impedido como médico.

  O professor Edrízio Pinto, como representante de sua faculdade, prontificou-se a assumir a Vice-Presidência de nossa área A.

  Daí, seu nome cresceu no Nordeste, passou para o Brasil Odontológico, até levá-lo à entidade maior internacional, onde deixou seu nome.

   Mais uma significativa referência sobre Edrízio.

  O comparecimento às solenidades de fim de ano nas formaturas patrocinadas pela Universidade Federal da Paraíba.

   Seria uma homenagem às três colegas que o apoiaram no episódio relatado?

  Pode até causar estranheza o presente relato, onde pretendo apenas mostrar minhas ligações com ele, desaparecidas logo a seguir, por minha ausência aos congressos nacionais, devido a circunstâncias particulares. 

 

IRISLENE CASTELO BRANCO MORATO 

Belo Horizonte/MG - Academia Mineira Feminina de Letras

Presidente Coordenadora da AJEB–MG

{Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil}




JOSÉ DILSON VASCONCELOS DE MENEZES – Fortaleza/CE      Titular da Academia Cearense de Odontologia                                       Vice-Presidente da SBDE.

 

ESPECIALIDADES  ODONTOLÓGICAS


O exercício de Especialidades por profissionais da área da saúde não se constitui prática dos dias atuais.

Na Índia, constam em relatos, que há 2.000 anos a.C, eram exercidas: cirurgia; olhos, ouvidos, nariz e garganta; terapêutica; doenças do demônio; cuidado infantil; afrodisíacos; prolongamento da juventude e ioga.

Heródoto de Alicarnasso, cognominado “Pai da História”, em 450 a.C., após ter viajado através da Pérsia, Mesopotâmia, Costa do Mar Negro, África do Norte e Egito, redigiu o primeiro documento sobre a Medicina egípcia.

Nesse texto, conforme Jürgen Thorwald relata no livro O Segredo dos Médicos Antigos, consta o seguinte: Quanto à Medicina egípcia existe essa organização: cada médico cuida de uma certa doença e não de várias. O País está todo cheio de médicos, pois há médicos para os olhos, outros para a cabeça, outros para os dentes, outros para o corpo e outros também para as doenças obscuras.

Particularizando o enfoque de Especialidades para a Odontologia, citamos, de início, os Estados Unidos da América do Norte por ter sido o 1º país a instituir um estabelecimento de ensino dedicado à formação de profissionais dedicados às ações odontológicas.

Em 1839, Horace H. Hayden e Chapin A. Harris fundaram o Baltimore College of Dental Surgery.

A Odontologia naquele País desenvolveu-se com rapidez, tendo em 1930, reconhecidas as primeiras Especialidades: Ortodontia e Periodontia. Atualmente os Dentistas norte-americanos atuam em oito Especialidades.

Entre nós, em 1884, ocorreu a criação do 1º Curso de Odontologia, observando o padrão norte americano, ou seja, especificamente direcionado para a formação de Cirurgiões Dentistas.

Antes da criação dos órgãos de fiscalização da ética profissional – Conselhos de Odontologia - existia uma repartição subordinada ao Ministério da Saúde, o Serviço Nacional de Fiscalização da Odontologia que, através da Portaria de nº 30, de 1º.03.1968, instituiu a 1ª Especialidade ao regulamentar o registro e exercício da Radiologia.

Ao Cirurgião Dentista portador de Certificado de Curso de Radiologia, devidamente registrado no SNFO, eram assegurados os benefícios previstos pela Lei nº 1234, que dispunha acerca das vantagens concedidas aos que habitualmente atuavam com aparelho de Raios X ou substâncias radioativas.

Após a criação do Conselho Federal de Odontologia, foi extinto o Serviço Nacional de Fiscalização da Odontologia.

As primeiras Especialidades foram instituídas pelo Conselho Federal de Odontologia, mediante a Portaria de nº 67, de 15.10.1971, que Dispõe sobre o registro de Especialidades em Odontologia. Nessa oportunidade, foram oficializadas 09 Especialidades.

Ao longo de 48 anos de atividade, além de ampla sequência de Resoluções, o Conselho Federal de Odontologia promoveu 02 Assembleias de âmbito nacional.                                       

A 1ª Assembleia de Especialidades Odontológicas – I ANEO, realizada no Rio de Janeiro, de 17 a 20.04.1992 e a 2ª, em Manaus/AM, de 06 a 09.09.2001.

LUIZ  MANOEL  DE  FREITAS  - Natal/RN                                Idealizador  /  Superintendente  Técnico  do PROJETO  REVIVER (Parceiro da SBDE)

PRECISAMOS...

       Precisamos com certeza da coragem, para enfrentar os percalços da vida.

Precisamos retirar de nós o peso das mágoas,

expressando a leveza do perdão e a alegria da gratidão.

Precisamos do sim com a mesma força do não, que assumimos contra as intenções da maldade.

Precisamos da dor para buscar o amor que cura os sofrimentos causados pelo descontentamento que nos fere a consciência, quando não seguimos a Divina verdade.

MARIA DO SOCORRO MEDEIROS SANTOS -  Natal/RN        Especialista em Educação Holística e Qualidade de Vida, pela UFRN;  Terapeuta no CERPICS (Centro das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde – PICS); Presidente da Comissão das PICS, do CRO/RN 

 

COMO  CONVIVER  COM  QUEM  NÃO  SE  DISPÕE

A  MUDAR  A  SI  MESMO

                                            

Muitas vezes, nos encontramos em situações que precisamos modificar ou adquirir novos hábitos, temos o conhecimento de como fazer isto, sabemos que o resultado poderá ser positivo, mas estamos sem a força vital necessária e imprescindível para a ação ou, simplesmente, por alguma razão até inconsciente, não nos dispusemos a mudar a nós mesmos.

Às vezes, trata-se de pessoas que amamos muito, e aí reside o desafio maior: querer ajudar o outro, quando ele recusa qualquer auxílio e decide ficar como está, esperando milagres.

      Acredito que quando não conseguimos ter a vontade de nos superarmos seja em que situação for, estamos sendo dominados pelo ego, onde nossas imperfeições nos algemam, e não permitem que cresçamos e nos libertemos rumo à luz que nos aperfeiçoa e nos ilumina. 

Uma pergunta: Por que será que falta a vontade de mudar a nós mesmos, mas não falta a vontade de mudarmos o outro, através da reclamação, teimosia, autoridade, chantagem ou outros instrumentos?

Existem pessoas que querem mudar e as que não querem mudar; tem pessoas que conhecem o caminho e querem trilhar, e outras que, mesmo sabendo do caminho, não querem caminhar; tem pessoas que querem sair do sofrimento, e outras que querem permanecer sofrendo; tem pessoas que estão dormindo, outras despertando e outras despertas.

Nesta diversidade de estados de consciência, que caminho podemos escolher para que a convivência seja harmoniosa? 

Desde o dia em que tomei consciência de que temos a eternidade como presente de Deus para nos aperfeiçoarmos e evoluirmos, encontrei uma resposta para todas essas questões: cada um de nós temos o nosso tempo, que é peculiar e intransferível; cada um de nós temos o nosso momento de plantar e colher; cada um de nós temos o livre arbítrio para vivermos de acordo com o que pensamos e sentimos.

Ao tomar consciência desta realidade, que cada um tem o direito de viver como bem decide, o caminho mais concreto é, através dos outros, treinar mudar a nós mesmos.

      Ao nos aperfeiçoarmos a cada dia, nos tornamos pessoas melhores, elevamos nossa vibração emocional, e a sensação de plenitude será uma constante diária em nossa vida, trazendo paz e serenidade.

No esforço constante de olharmos o outro como nosso espelho, podemos enxergar nossas imperfeições e, à medida que as purificamos, transmitimos ao outro paz, compaixão e muita gratidão, pois é através desse outro que podemos enxergar o que em nós existe para mudar.

Aceitar as diferenças é, ao mesmo tempo, reconhecer que tudo que encontro no outro é a identificação de mim mesmo, seja em memórias ou em estado presente.

Quando quisermos auxiliar o outro e a ajuda for recusada, lembrar sempre de que este ser está vivendo o seu momento necessário para sua evolução, e que só nos resta aceitar, orar e ter a certeza de que ele também será aperfeiçoado no seu tempo, que é só dele.

MAURO CRUZ – Juiz de Fora/MG                                                         Revisor do JOMI - The International Journal of Oral & Maxillofacial Implants há 14 anos; DMD, MSc, PhD.

RECENTES LANÇAMENTOS DE SEUS LIVROS:

O Riacho – 2ª edição revisada com novas ilustrações.

 

O Riachinho - Versão para crianças até 05 anos.

Ambos são bilíngues, Português/Inglês, muito bem diagramados e as ilustrações feitas com técnica digital.

Os livros podem ser adquiridos diretamente no site, na versão impressa ou e-book:

https://clubedeautores.com.br/livro/o-riacho    e

https://clubedeautores.com.br/livro/o-riachinho  

NELSON  RUBENS  MENDES  LORETTO  - Gravatá/PE  Professor Adjunto da FOP-UPE  - 1º Secretário da SBDE

 

HORA  DE  AGRADECER:  O  DOM  DA  VIDA!

Agradeçamos o dom da vida, especialmente neste tempo de pandemia, quando tantos precisaram deixar a veste carnal no regresso ao Plano Espiritual.

Gratidão, Senhor, pela inteireza de meu corpo físico, ainda que alguns achaques me façam lembrar da fragilidade da carne, olvidando a fortaleza do espírito.

Gratidão pelos meus sentidos humanos, que me permitem reverenciar o altar da Natureza em toda sua pujança e beleza.

Obrigado, meu Deus, pelas faculdades intelectivas que me fazem compreender o sentido da existência humana, dela abstraindo Tua doce presença na minha lida diária.

Obrigado, Pai Amado, e que de mim nunca se afaste a certeza de que a todo instante é hora de agradecer!                                                    

                                                                                          PAULO  JOSÉ  MORAES DA SILVA - Maceió/AL

Professor de Cirurgia - Aposentado da UFAL

Vice-Presidente da SBDE

 

A  VIDA  NO  CAMPO  É  SEMPRE  MELHOR!

Já tive, por diversas vezes, a oportunidade de ser proprietário de chácaras, tanto no interior, como em Maceió, casas com alpendres em torno dela para deliciar nas redes compradas em Caruaru, onde gosto de passear para comprar bugigangas... é muito salutar!

Sentados na varanda da casa podemos contemplar o nascer do sol, bem como o entardecer, nos deixando nostálgicos e românticos.

É bonito o anoitecer no campo! É um momento agradável e tranquilo. Observamos também ao anoitecer os pássaros em revoada, à procura de um lugar para dormir, as galinhas inquietas para se acomodar nos poleiros, acompanhados pela temperatura caindo sempre, apresentando um vento frio aconchegante.

Sempre optei pelo campo do que pelo mar, curtiria mais a natureza campestre do que a vida na cidade, com isso evitaria o corre-corre urbano com grandes congestionamentos, longos e insuportáveis e, com certeza, o estresse promovido pelas pessoas no seu vai e vem, em busca dos seus objetivos maiores, estaria de certa maneira distante da violência urbana e conflitos sociais.

Presenciaria a corrida desenfreada das ambulâncias, levando seus doentes para unidades hospitalares mais equipadas.

Na cidade contemplaríamos o crescimento desordenado, com esgotos correndo a céu aberto acompanhados de odor fétido, os carros da polícia dividindo com os ônibus espaços pequenos, mas com prioridade fazendo zigue-zague em busca do seu objetivo maior de coibir a violência; observaria também um mercado livre de frutas, legumes e outros utensílios em qualquer parte da cidade, como se não existisse local apropriado para esse comércio.

Na verdade, não existe plano diretor e, se existe, não é cumprido nem tampouco fiscalizado por parte dos órgãos competentes.

Eu moro num bairro nobre da cidade, mas quando necessito ir à orla lagunar, me deparo com milhares de favelas em plena via do asfalto, encontramos carroças, cavalos soltos ou amarrados, comendo e lixos aos montes sob o olhar da sociedade e desprezo da prefeitura.

Não era para permitir a proliferação dessas ocupações devido o êxodo rural, deveria existir uma fiscalização severa, o que não existe; a orla lagunar é uma extensa área esquecida do poder público municipal.

Mas viajando pelo Brasil, observamos que em quase todas as cidades, existe esse quadro triste que tira toda a beleza da lagoa!!

Uma opção seria a criação de Cooperativas, com a precípua finalidade de segurar essas pessoas que moram na zona rural, impedindo o êxodo, com plantações e outras tarefas como fazer queijos, doces e outras iguarias.

Uma das coisas mais difíceis é encontrar um bom gestor que tenha como objetivo cultivar o crescimento da instituição. E que tenha uma visão sempre futurista, com grandes parcerias e uma equipe multidisciplinar com escolas e transportes.

Não existe dúvida de que a vida no campo é salutar e calma, porque existe o mundo de paz ao seu redor, como os pastos, as árvores frutíferas e outras nativas.

São poucos os que têm o privilégio de conviver com o campo, nem que seja de vez em quando.

Sem dúvida nenhuma, a vida no campo é muito mais saudável para curtir os filhos, netos, noras e genros; na verdade, é muita alegria usufruir do puro oxigênio, degustando frutas tiradas do pé, boas caminhadas no pasto ou entre plantações.

A vida no campo é um estado de espírito própria para meditação diária, o tempo passa e não percebemos, porque o dia fica cheio das observações onde vemos o capim crescendo com as chuvas caídas, o gado engordando, o pomar se cobrindo de manga, como os pés de caju, goiaba, laranja, acerola e pitanga.

Em relação aos pássaros, esses voam na sua liberdade infinita. A vida no campo é um lugar onde habitam pássaros, cavalos, galinhas, porcos, um lugar feliz de se viver, sempre ouvindo sons maravilhosos dos animais alegres com o galo nos acordando com seu canto, e a oportunidade de saborear o leite quentinho vindo da vacaria.

A verdade é que o melhor lugar para se viver é o campo e longe da cidade. Eu sempre tive uma paixão pelo campo, adoro o canto dos sabiás, dos canários da terra, das araras voando em bando, da visita ao curral, sentindo o cheiro das fezes do gado, aí é onde sinto a verdadeira essência do campo.

Sempre que posso, e quando os convites aparecem, não penso duas vezes: Arrumo as trouxas e parto com minha esposa e a máquina fotográfica para curtir a Mãe Natureza!


ROGÉRIO DUBOSSELARD ZIMMERMANN – Recife/PE

Presidente da ABO/PE

A  REVOLUÇÃO  DOS  TIRADENTES  (*)

Quem nunca precisou de um Dentista? Profissão vista com receio por grande parte da população, mas com um toque de santidade quando a necessidade aparece.

Sim, os Cirurgiões Dentistas são vistos como uma espécie de santos mórbidos, explico: todo este inconsciente coletivo está normalmente vinculado à intimidade da sua região de trabalho, afinal de contas o que não conhecemos, não colocamos na boca.  Mas, quando observados além da profissão, são pais e mães de família, empregadores, empresários que partilham das mesmas necessidades e angústias de qualquer cidadão normal e sob este ponto de vista, diria que até um pouco menos privilegiado que a grande maioria.

Para montar seu consultório, um Dentista recém-formado, necessita de um investimento inicial de algo em torno de R$150.000,00 com a compra de equipamentos e infraestrutura. Todos estes recursos investidos, são de capital próprio ou na maioria das vezes, vindo de empréstimos de bancos particulares a juros mercadológicos, o que, num panorama econômico já parece inviável, devido ao grande endividamento nos primeiros anos de trabalho, e sem a garantia de retorno, já que o mercado se encontra abarrotado de concorrentes.

Você pode estar se perguntando agora: Mas com todas as empresas é assim, estão reclamando de quê?

O Cirurgião Dentista está classificado entre os profissionais liberais autônomos, atividade que, junto a outras como médicos, advogados, psicólogos etc. podem trabalhar como pessoa física, sem a necessidade de abertura formal de uma empresa. A peculiaridade da Odontologia, é a necessidade de uma estrutura enorme de materiais e equipamentos necessários para desempenhá-la, tudo isso sem nenhuma linha de crédito disponível dos bancos públicos, a juros competitivos, que permitam um tratamento de igualdade no incentivo a setores ativos da economia.

Mas a questão não acaba por aí, manter os custos fixos do consultório é necessário, que além disso tem que gerar lucro, e nessa hora nos deparamos com nosso grande desafio nestes tempos de pandemia: a busca pelo consumo de máscaras e luvas descartáveis por pessoas comuns, levou ao aumento absurdo destes equipamentos que são fundamentais para executar seu trabalho.

Luvas de látex chegaram a aumentos de 650%, máscaras cirúrgicas a quase 500%, fora todos os materiais correlacionados a possíveis usos em comum de um hospital e de um consultório odontológico.

Entendemos a situação ímpar que estamos vivendo, compreendemos os movimentos do mercado de oferta e procura, da mesma forma nos sensibilizamos pelo desespero de proteção das pessoas, mas, em algum ponto, precisamos de atenção dos Legisladores e Governos, para que nos permitam ter o mínimo de apoio, que nunca tivemos, para simplesmente poder produzir nosso sustento.

Qual confeiteiro não se revoltaria se, quando fosse às compras, e descobrisse que 1kg de açúcar passou a custar R$ 16,50, quando no início do ano o mesmo produto não passava de R$ 2,50? E assim esta conta se repetiria em todos os insumos para fazer um bolo em sua confeitaria.

A qualificação técnica que nos dão o título de melhores Dentistas do mundo, ao mesmo tempo em que nos tiram o de mais representados e ativos em busca de atenção dos poderes políticos, talvez até mesmo pela solidão de um consultório e o cuidado extremo e zeloso aos nossos pacientes.

(*) Dr. Luís Fernando Braga – Diretor Presidente do Movimento Help Odonto e Profissionais Liberais.

 

THALES  RIBEIRO  DE  MAGALHÃES - Rio de Janeiro/RJ    Diretor do Museu Odontológico Salles Cunha (ABO/RJ)




 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

JANEIRO DE 2021 - ANEXO AO JORNAL MENSAL


 ALFREDO CAMPOS PIMENTA – Caxambu/MG

Idealizador, 1º Presidente e

Atual Presidente de Honra da SBDE

 

VINTE E CINCO ANOS SEM DANTAS MOTTA

(Fevereiro/1999 – Fevereiro/1974)

 

Não cuido de achar a vida um bem apenas meu,

se a vida se repete como o pão, como a chuva.

 

José Franklin Jassena de Dantas Motta nasceu aos 22 de março de 1913, em Aiuruoca/MG.

Foi um mago da Literatura, da Advocacia Criminal, da História.

Tive o raro privilégio de com ele conviver nas décadas 1950 / 1960. Por esse saudoso e já distante tempo, conheci sua generosidade e o poder de sua palavra e ideias.

Frequentava o Bar do Kalil, em Caxambu, e ali nos encontrávamos. Disse-me certa vez, repentina e eloquentemente:

- Recebi seu cartão belo e magnífico. Isso mostra o sentido artístico de que são possuidores todos os sujeitos que cuidam da sala de visitas do corpo humano: a Boca. Pois é ela que ri. Mais: que fala. E deve falar e rir bonito donde a razão porque sempre entendi que somente um homem, como Tiradentes, Patrono de vocês, seria capaz de rir e falar bonito, pelo fato de haver botado essas virtudes, essa alma, na boca dos outros, tendo-as em sua própria. 

Gravei e reconstituo, textualmente, a força de sua poesia e assinalo a data: 24 de novembro de 1969.

Enfrentou, destemido, centenas de embates jurídicos, no sul de Minas, no Vale do Paraíba e outros tantos lugares, sempre incólume e vencedor – até contra o célebre Sobral Pinto.

Em 1972, acolheu uma causa em que, vil e infundadamente, desejavam condenar-me administrativamente por alegada infração ética. 

Numa madrugada de 1973, estava em sua casa, no fascínio da mágica Aiuruoca.  O combinado era que fosse comigo a Belo Horizonte, mas deu-me a defesa por escrito, salientando a única que assim fiz. Uma rara peça processual, que guardo com desvelo e extremo carinho. 

O sábio, o humilde e bom Dantas, ao mesmo tempo que irrequieto, triste e melancólico, expressava o genuíno ar de mineiridade, escondendo uma inexcedível bagagem cultural.  Era querido e profundamente admirado por todo o “eixo” Minas-Rio-São Paulo.

Citarei alguns de seus melhores amigos: Agenor Gomes Pinto, Almeida Salles, Arnaldo Pedroso D’Horta, Carlos Drummond, Flávio Carvalho, João Condé, Júlio Sanderson, Mário de Andrade, Milton Campos, San Tiago Dantas e Sergio Milliet – a nata da intelectualidade brasileira. 

Escreveu notáveis livros, entre os quais Primeira Epístola de Tiradentes aos Ladrões Ricos, da qual cito pequenino trecho: - Quando te lembrares de mim noutras prisões, ó infante ou moço de oficina, da escola e da caserna, considera, gravemente, e olha para este calabouço onde estou metido a ferros. E que as escaras deles advinda me dão este aspecto triste de dor e de pena.  E que comigo, afinal, ninguém se encontra nesta prisão, salvo esta solidão. Ou, então, o Ouvidor Cleto, o qual, por vezes e sem ser esperado, juntamente com o Escrivão Maniti ou Roiz, aqui comparece, alta noite, a me inquirir, estando eu já tristemente a dormir. E isto tem se verificado, às vezes noites a fio, nestes três anos de prisão, obrigando-me também, vez ou outra, quando a madrugada amarrotada surge por detrás da grade, a fraquejar um pouco, com saudade da liberdade...

     Em 09 de fevereiro de 1974 (menos de doze meses após nosso derradeiro encontro), aos 60 anos, empreendeu, de súbito, sem aviso, cruelmente, a grande e misteriosa viagem de volta à eternidade do Pai, deixando-nos pobres e cheios de nostalgia. Mas, como mede-se um homem pela duração de suas obras, ele sobrevive, reconhecidamente e do que há sobejas provas.

A bem da verdade: Dantas Motta foi uma das mais brilhantes inteligências deste século.  Sua memória, preservada, nos dá alento para o novo e bem-aventurado milênio.

Disse dele Drummond, à beira do túmulo:

- Que cavaleiro andará por aí, na noite, sobraçando petições e estrofes, brigando com os ventos e as chicanas, defensor quixotesco do direito dos pobres? A um clarão, reconheço-o. 

É Dantas Motta, é o poeta, é o homem, é a saudade dele na sala.

 

ANTÔNIO INÁCIO RIBEIRO – Guarapari/ES

Especialista em Marketing (PUC)

Master Business Administration (FGV)

Administrador (Universidade Mackenzie)

Cronista semanal  em  www.folhaonline.es 

Honorário – Diretor de Divulgação

 

A MOQUECA CAPRICHADA EM GUARAPARI TEM MAIS SABOR!

Já sei! Estão pensando que é sem “r”, com “x” e não com “ch”. Está bem, a com “x” tem em todo o Espírito Santo, mas a com “ch” é em Guarapari.

Sejam as sofisticadas de Meaípe ou as por quilo no Centro, as daqui têm um toque especial que as diferenciam. Com um hábito de todo o fim de semana ir a uma praia diferente neste Estado abençoado e privilegiado, para conhecer e poder difundir melhor as maravilhas daqui, acho que já provei de todas as principais moquecas disponíveis no Espírito Santo.

Os gaúchos têm o churrasco, os catarinenses o rodízio de camarão, os paranaenses o barreado, os paulistas o virado, os cariocas a feijoada e os mineiros o pão de queijo. Todos com um marketing forte em cima e muita badalação para divulgar.

De todos quem melhor aproveitou sua comida típica para promover o seu Estado, foram os gaúchos, que saíram pelo País afora e exterior, montando churrascarias e ganhando dinheiro com sua cultura e tradição. Um modelo a ser pensado.

Talvez a variedade de carnes tenha ajudado a dar um gosto especial à comida dos pampas. Nos demais parece sempre a mesma coisa. Teria que se difundir mais as opções de diferentes tipos de peixe e não centrar em dois ou três.

Depois que passei a morar em Guarapari, e mantendo contato com o Brasil inteiro, por escrever um informativo semanal sobre motor homes, sempre sou perguntado sobre os segredos da moqueca capixaba, lembrada pela maioria.

A iguaria da terra que José de Anchieta, assim como eu, escolheu para terminar seus dias, caiu na preferência nacional. Se for mais valorizada e promovida pode ser mais uma atração turística para o Estado, até um chamariz.

O peixe fresco preferido, oito dentes de alho, quatro tomates, duas cebolas grandes, dois maços de coentro, um limão, uma colher de urucum, sal e azeite a gosto, são uma fórmula infalível de sucesso, que todos conhecem.

Conhecer melhor, sabendo distinguir e oferecer os peixes típicos das moquecas capixabas, seria uma forma de variar e valorizar o prato.

Uma segunda forma de difusão da comida típica capixaba é a venda a preço convidativo das panelas de barro para fazer a moqueca. Moqueca é a capixaba, o resto é peixada...

 

EDIVAL TOSCANO VARANDAS – João Pessoa/PB

Escritor e Musicista

A  BRILHANTE  HISTÓRIA  DE  UM  DENTE

QUE  SOBREVIVEU  ÀS  INTEMPÉRIES  BUCAIS.  

        Nasci com seis anos incompletos, isto é, quando nasci ainda faltavam seis anos para eu nascer. Talvez, por isso me apelidaram de “Molar dos seis anos”. Nunca liguei, apesar de ficar um pouco chateado quando me chamavam de número seis de Zsigmondy/Palmer.

Tive vizinhos que nem chegaram à idade em que estou, e se foram bem cedo.  Desde pequeno que tinha pavor às coisas frágeis. Me esmaltei de um material altamente calcificado de hidroxiapatita, onde deixei bem visíveis minhas estrias de Retzius, apenas para proteger-me dos inimigos do meio bucal, visto que eu sabia que é praticamente impossível se reparar após um ataque por decomposição. 

Desde criança eu ouvia falar na tal da cárie dentária, e tinha muito medo de contrair esta moléstia. Perdi meu vizinho da distal no melhor de sua vida, acometido por cárie, e isso me entristeceu bastante.

Fui um baluarte das campanhas de prevenção. Lutei com bravura contra as placas invasoras, ergui a bandeira do Flúor, caminhei ao lado de cremes dentais, e fui um adepto do fio dental para promover minha saúde, mas uma coisa me intrigava e, ao mesmo tempo, me deixava indeciso: se deveria manter as lamelas de meu esmalte reforçadas, para impedir a passagem de microrganismos, ou se deveria combater a fermentação do açúcar e amido em meus pontos retentivos, para que não houvesse a produção de ácido descalcificador.

Passei anos nessa dúvida, ora acidogênica e, por vezes, proteolítica. Mas, o cansaço veio logo, e comecei a sentir algo estranho em minhas fissuras. Era algo como uma rede nitrogenada de mucina e restos de descamação. Imediatamente, tive que me submeter a um tratamento preventivo à base de selantes, a fim de evitar contrair uma cárie primária, e passei um bom período de tempo protegido desses agressores bucais. 

Com o passar do tempo namorei antagonisticamente uma coroa metálica superior, e juntos trituramos bons alimentos, contribuindo para um digestivo bolo alimentar. Mas, o nosso namoro durou pouco. Como sempre acontece na vida, uma incrustação a ouro de um pré-molar vizinho a mim na distal, com ciúmes, lançava correntes galvânicas sobre mim, fazendo desse triângulo amoroso, o motivo de minhas palpitações.

Certo dia, uma recidiva de cárie tomou conta da coroa metálica, e ela se foi. Foi o dia mais triste da minha vida. Fiquei só, sem nenhum antagonista e, devido à ausência de minha amada, o galvanismo bucal que me afetava, desapareceu. 

Mas aquela incrustação a ouro do pré-molar meu vizinho, ainda me irritava. Havia brilho demais e, confesso, nunca gostei de sua escultura. E eu, sozinho, tinha que achar um jeito de me vingar daquele maldito pré-molar, aquele que foi, sem dúvida, o responsável pelo meu sofrimento.

E, numa manhã silenciosa, consegui, com muito esforço, me extruir um pouco, e num ímpeto de raiva, acionei meus cementoblastos, com o cuidado de manter a espessura normal de meu ligamento periodontal, hiperplasiei-me gradualmente em meu cemento, apenas na porção radicular, simulando assim uma forma moderada de uma hipercementose. 

Depositei bastante cemento em minha porção radicular, até que consegui comprometer o ápice do meu vizinho pré-molar, e este, não suportando aquela injúria física por compressão aos tecidos, pois continha em seu ápice uns três milímetros de guta-percha de uma sobre obturação de seu canal, sentiu meu osteocemento que funcionava como um agente irritante, favorecendo uma agressão química que, somada à injúria física instalada, graças a Deus, resultou em um quadro inflamatório tão intenso que ele teve que sofrer avulsão.

Hoje, passados alguns anos, ainda me encontro íntegro na cavidade bucal. Apesar dessa minha camada de osteocemento, nunca fui portador de qualquer infecção concomitante, e não possuo qualquer sintoma clínico significativo que denuncie a presença de minha hipercementose. 

Atualmente, devido à minha integridade e rigidez, fui eleito dente pilar e possuo um grande amigo, que trabalha como retentor extra-coronário de uma prótese parcial removível dento-muco-suportada, e que vive a me abraçar em minhas superfícies lingual e vestibular. 

Apesar de toda essa integridade em que vivo, graças ao meu esforço, consegui sobreviver às intempéries bucais, mas nem por isso sou feliz.

Sinto uma enorme saudade de minha antagonista, a coroa metálica superior, que daqui deste arco inferior em que vivo, eu passava as melhores horas do dia a olhar a elegante terminação cervical em chanfro que ela possuía e que, devido a uma pequena falha do agente cimentante em sua porção lingual, eu não cansava de admirar aquela linda imagem de seu sulco línguo-oclusal.    

EDUARDO DE SOUZA  -  Rio Branco/AC

Honorário - Cine Comentário

CINEMA PARADISO


Óscar de melhor filme estrangeiro em 1990, joia magnífica do cinema italiano que passeia no embalo fantástico e divertido do cinema, pelo cinema e para o cinema.

CINEMA PARADISO é simplesmente inesquecível, enaltece a sétima arte de maneira prodigiosa.

Num pequeno vilarejo da Sicília, um cinema administrado pela paróquia local, é palco de uma amizade insólita entre um precoce cinéfilo e um projetista.

Ao redor de um esperto garotinho, vemos passar não só cenas das fitas, mas elementos presentes em audiências desse tipo de evento. Espectadores de cronologias e interesses múltiplos, que vão bem além do simples fato de apreciar uma película. A fascinação pelo cinema do prematuro personagem é compartilhada também pelos outros frequentadores.

Nas exibições, a mão pesada do censor, um padre que mandava cortar cenas de beijos ou de intimidade que lhe parecessem invasivos da boa fé católica. A emoção, o choro e aplausos emanavam da plateia naturalmente, em função do que era visto na tela.

Uma quase tragédia leva nosso imberbe protagonista a operar os projetores, e nesse ínterim, o vemos chegar à sua adolescência e aos primeiros ventos do amor.

Trinta anos depois, recordações em flashback, mostram mais inúmeros detalhes mágicos de toda a convivência e amizade desde os primeiros tempos. O agora adulto e bem sucedido cineasta (por que será?) da pequena localidade, retorna ao ponto de origem ao saber que seu adorado tutor tinha falecido.

A comoção envolve quem assiste e quem interpreta, desde o começo da história, quando um garoto, (ator mirim escolhido entre 300 competidores), nos delicia com sua perspicácia e amor pelo cinema.

O encanto está formado, e mais uma vez, a duradora paixão por essa poesia de belas artes, nos é apresentada de forma explícita, e sem contestação da sua grandeza. 

 

HAROLDO ESCOREL BORGES -  João Pessoa/PB

Ex-Docente da Universidade Federal da Paraíba

Titular da Academia Paraibana de Odontologia

 

O  DENTISTA  –  ONTEM  E  HOJE

        Vamos recuar apenas um século, embora com pequena citação histórica.

        Com efeito, a nobre profissão de Pierre Fauchard e de Coelho e Souza sofreu a evolução natural, experimentada por toda e qualquer categoria ao longo dos últimos tempos.

        Em nosso caso, caminharemos Odontologia e Medicina lado a lado pela irmandade na área de saúde a que ambas se vinculam.

        Para começo de saída, registre-se a mudança simplória de dentista no passado para Cirurgião Dentista atual, consolidada pelos Conselhos Federal e Regionais.

        Brusco recuo permite assinalar a presença do cirurgião barbeiro, o homem arranca-dentes, até o profissional de hoje (em termos genéricos).

        Dessa forma, o arranca-dentes não tinha formação acadêmica, isto é, era apenas, e tão somente, o prático reconhecido, muitos atuando em domicílio.

        Este fato permitiu a tais profissionais darem origem às querelas entre os que atuavam à margem da lei e aqueles munidos do indispensável diploma profissionalizante.

        Em consequência, consolidada a profissão o dentista tornou-se o senhor absoluto do atendimento em sua área de atividade.

        Característica principal, o dentista atuava em todos os aspectos das intervenções clínicas, as avulsões (na época, só se falava em extrações) – cerca de 80% dos atendimentos, que chegavam aos 100% em localidades fora das capitais, no interior, até as obturações, hoje generalizadas como restaurações.

        Em sua primeira fase, só nos principais centros já havia a preocupação de recuperar o elemento dentário lesado pela cárie, com o tratamento dos condutos dentários, isto é, dos canais – terminologia esta desprezada pela consolidação de conduto dentário.

        A parte maior da cirurgia bucal era privativa do médico.

        É preciso destacar o grande diferencial, em termos gerais, entre o atendimento nos grandes centros com as demais regiões do País, destacando-se as poucas cidades sedes de Faculdades de Odontologia, com as demais.

        O correr dos tempos produziu a rápida evolução da Odontologia, permitindo sua independência da Medicina.

        A criação das faculdades foi, sem dúvida, o fulcro em que se apoiou o Cirurgião Dentista no caminho da diversificação profissional e na especialização.

        Para não perder a oportunidade, vamos citar alguns dos mais antigos dentistas conterrâneos que atuaram no passado distante.

        Dividido em dois grupos: o primeiro, cujos nomes estão em nossa história (vide Odontologia na Paraíba) editada em 1974 e escrita pelo CD Wílson da Nóbrega Seixas.

        No segundo grupo, isto é, aqueles do núcleo que se constitui no divisor entre o passado recente e o presente.

        Dentre estes, citarei de modo especial meia dúzia: Luiz Gonzaga A. Burity, Paulo Borges, Péricles F. Gouveia, Odísio B. Duarte, Ednaldo de Luna Pedrosa, Arlindo B. Camboim e Álvaro de Souza Lemos, entre outros.

        Eles eram absolutos, pois exercitavam todas as etapas clínicas, à exceção apenas da confecção de suas próprias próteses – por muitos ainda chamadas chapas.

        Na época, o aproveitamento do elemento dentário comprometido era raro, diferentemente de hoje quando partimos para o tratamento de condutos, e consequente salva do elemento dentário comprometido.

        Com respeito à confecção das próteses, creio que apenas o doutor Burity era o único a fazê-las.

        Os demais lançavam mão dos protéticos para suas confecções.

Detalhe da maior importância era o fato do atendimento na época. Enquanto o paciente se sentava na cadeira própria, nós trabalhávamos de pé; resultado: coluna deformada!

        Hoje, sabemos: o conforto do Cirurgião Dentista no trabalho sentado, maior coparticipação da auxiliar, os equipamentos e, sobretudo, o uso da radiografia permitem maior conforto profissional.

        O profissional moderno tem hoje inúmeros apoios que lhe permitem passar da Odontologia empírica para a Odontologia científica.

        O ápice da carreira resultou dos programas de pós-graduação e de especialização nos grandes centros odontológicos no País e no Exterior.

        Agora, chegamos à plenitude com o verdadeiro Cirurgião Dentista, culminando com o profissional especializado, tal qual ocorre com a Medicina.

        Assim, não deve causar surpresa o cliente estar sendo atendido hoje por mais de um clínico, para o correto êxito na eliminação do processo que o levou aos consultórios.

        Claro, pois hoje você tem “seu dentista”, mas, face ao motivo que o levou à clínica odontológica, pode vir a ser atendido por um, dois ou mais profissionais especializados.

        Está aí devidamente sumarizado o diferencial entre o dentista de ontem e o Cirurgião Dentista de hoje.

        Aquele dentista do passado, com o Cirurgião de hoje escudado na tecnologia e, em consequência, adotando a Odontologia Científica e vendo a Odontologia arcaica ir para as calendas gregas.

        Está aí justificado o desdobramento em leque da clínica moderna, com os profissionais levando o cliente para três ou mais especialistas, a exemplo da clínica médica, mutatis mutandis.


JORGE DE ANDRADE MOTA -  Porto Alegre/RS

Contista várias vezes premiado, também no Exterior



JOSÉ DILSON VASCONCELOS DE MENEZES – Fortaleza/CE Titular da Academia Cearense de Odontologia  - Vice-Presidente da SBDE

 

PIERRE FAUCHARD,

O PAI DA ODONTOLOGIA MODERNA

     

 Pierre Fauchard nasceu em Saint-Denis de Gastines em  1678. Oriundo de uma família modesta, aos 15 anos ingressou na Marinha Real.

Embarcado, iniciou-se na prática de medicina militar, sob a orientação do cirurgião naval major Alexandre Poteleret, prestando assistência aos marinheiros que sofriam na boca os estragos do escorbuto que à época grassava entre os embarcadiços.

Poteleret, que há anos estudava as doenças bucais, estimulou Fauchard a realizar investigações sobre as descobertas de seus antecessores na arte de curar.

Após quatro anos embarcado, deixou a Marinha, tendo passado a residir em Angers, onde montou consultório dentário. Nessa cidade, que à época constituía destacado centro universitário, adquiriu grande fama como dentista sem, todavia, ter frequentado nenhum curso.

Posteriormente, mudou-se para Paris, onde, graças a sua excelente atuação profissional, se consagrou como o mais proeminente Dentista de toda a França.

 Leitor voraz e ávido por ampliar seus conhecimentos, cultivava imenso entusiasmo em aprender e compartilhar o saber com outros.

Era, com frequência, solicitado por eminentes cirurgiões gerais para consultas e pareceres relativos aos dentes e à cavidade bucal.

Antes de Fauchard, os dentistas eram chamados de dentateurs (fabricantes de dentadura) e poucos dentre eles faziam extrações dentárias.

 Os barbeiros, àquela época, verdadeiramente cirurgiões, além de especialistas em aplicar sanguessugas na realização de sangrias, extraíam dentes.

Desde que residia em Angers, Fauchard denominava-se Chirurgien Dentiste. A sua prática não de resumia em extrair dentes, pois os obturava, removia tártaro, assim como procedia a exérese de tumores benignos da gengiva.

Precocemente, manifestou excepcional habilidade na confecção de próteses dentárias.

Além de constituir-se o primeiro profissional dedicado à atuação dentária a considerar a Odontologia como uma arte e uma ciência, em vez de mero trabalho exercido por pessoas habilidosas, mas sem estudo, foi igualmente pioneiro em manifestar-se favorável às medidas preventivas, recomendando a escovação dos dentes e o uso de enxaguatórios bucais.

Descreveu muitas próteses dentárias e métodos de substituir a perda de alguns ou de todos os dentes. Colocava dentes artificiais de blocos talhados em marfim, de osso ou de dentes humanos, mantendo-os fixados a dentes hígidos com fios de ouro.

Em 1723, Fauchard concluiu a sua obra Le Chirurgien Dentiste todavia, somente após 05 anos, em 1728, esse valioso compêndio foi publicado, em francês, reunindo, em 02 volumes, 863 páginas. Duas outras edições vieram a público em 1746 e 1786. Sua tradução para o alemão surgiu em 1773, tendo somente em 1946 sido traduzida para o inglês.

 Le Chirurgien Dentiste alcançou, à época, considerável repercussão pelo fato de se constituir um verdadeiro marco na evolução da Odontologia. Pelos conceitos científicos introduzidos, valeu a Pierre Fauchard o epíteto de Pai da Odontologia Moderna.

Vale destacar o fato de que que, esse valioso livro, que encerra incomensurável soma de conhecimentos, antecipou-se 122 anos ao surgimento da 1ª Escola de Odontologia do mundo – Baltimore College of Dental Surgery – sucedido nos Estados Unidos da América do Norte, em 1840.

Seu falecimento ocorreu em Paris, 1761, aos 83 anos.

Um exemplar de Le Chirurgien Dentiste, em 02 volumes, encontra-se em exposição no Museu Benito Vasconcelos Tavares, da Academia Cearense de Odontologia, doado pelo colega Thales Ribeiro de Magalhães, Diretor do Museu Salles Cunha, da Associação Brasileira de Odontologia – Seção do Rio de Janeiro, e Titular da SBDE.

LUIZ  MANOEL  DE  FREITAS  - Natal/RN

Idealizador  /  Superintendente  Técnico  do

PROJETO  REVIVER (Parceiro)

LÁ DE DENTRO

Eu sou educador, quando a mim cabe contribuir para a formação do semelhante. Mas sou Professor, quando pura e simplesmente repasso conhecimentos.

Amigo, quando meu ombro ofereço e meu peito abro para acolher. Mas sou homem, humano e trago em mim carência, tristezas, emoções, sentimentos bons e ruins.

Às vezes, pareço ser egoísta, mas não atropelo para satisfazer meus desejos.

Sou errado, sou certo. Tudo depende da concepção de quem me olha, não de quem me vê.

Aceito ou não, mas nem sempre rebato; no silêncio, calo e choro. Ou grito e escrevo. Sempre na perspectiva do transmitir.  Não ensinar, mas oportunizar a aprendizagem.

Sigo o caminho da espiritualidade, e deixo o material em segundo plano. Faço doação do meu sentir, mas não me deixo explorar. Abraço, e nos meus braços transmito, e em cada abraço sinto que repasso energia.

Tento não estar no meio termo. Acredito em mim, e não me vejo filho do amor que há entre Deus e o diabo. Do bem e do mal. 

Sou originado do bem e, por isso, convivo com os bons. A eles dou guarida. Não exijo nada em troca, mas peço e aceito, carinho, afeto.

Não necessariamente gozo. Porque o prazer não precisa culminar, pois, a culminância do prazer oferece o risco de acabar, ou de trazer sofrimento, porque pode-se criar perspectiva de repetição.

Gosto dos bons e com eles convivo.

Quanto aos maus, de acordo com minha percepção, dou uma segunda e até terceira chance, pois, no meu egoísmo, posso ter feito julgamento errado, e acredito em mudanças, desde que se torne um desejo pessoal, não induzido. Pode ser fruto de nova percepção ou melhor de reflexão.

Dou e peço perdão. Portanto, me perdoa. E me ama. Pois o amor pode surgir do nada, involuntariamente, de repente.  Pode morrer no minuto seguinte ou perdurar, se for cultivado sem egoísmo e controle, sem sentimento de propriedade e domínio.

Abro sempre a gaiola do meu coração, tento ter a mente leve, e insisto em usar a razão como referência para manter o amor sempre livre, mesmo que seja um elemento de extrema importância e necessidade que vive lá...bem no íntimo, dentro de mim!

MAILSON FURTADO VIANA -  Varjota/CE - Honorário    Vencedor da 60º edição do Prêmio Jabuti e Livro do Ano – 2018.

pai carregava o sol toda manhã

de tanto e tanto

frestas rasgavam o trançado do chapéu

e tudo já era dormente

e tudo era ir e ir e ir

a cumprir a promessa do dia seguinte

pagar a vida inteira.

NELSON RUBENS MENDES LORETTO  - Gravatá/PE 

Professor Adjunto da FOP-UPE  - 1º Secretário da SBDE

 

OBRIGADO, SENHOR!


Obrigado, Senhor, por me teres aceitado nos seus campos verdejantes, onde as flores do trabalho se multiplicam a cada instante, nas mãos dos seareiros de boa vontade!

Obrigado, Senhor, pela luz dos nossos caminhos, na certeza, Senhor, de que os caminhos iluminados por Ti salvam e perdoam aqueles que vivem nas trevas!

Obrigado, Senhor, pelo chamado amigo!

Ajuda-me, Senhor, a não medir esforços. E quando o cansaço de mim se aproximar, por ser ainda Espírito imperfeito, ajuda-me a pensar menos em mim e mais em nossos irmãos.

Obrigado, Senhor, pelo grande alimento que me sustenta as forças e me abre os braços em prece para receber a Ti, através daqueles que, como eu erraram muito, e necessitam trabalhar.

Ajuda-me, Senhor, a saber agradecer sempre!  Assim seja!

Fonte:www.verdadeluz.com.br/terra-e-grande-escola-das-almas-chico-xavier/

THALES RIBEIRO DE MAGALHÃES - Rio de Janeiro

Diretor do Museu Odontológico Salles Cunha (ABO/RJ)