sábado, 5 de março de 2011

NOSSA HOMENAGEM À MULHER BRASILEIRA!







No dia consagrado mundialmente ao reconhecimento do valor da mulher, 08 de março, prestamos nossa singela, porém, entusiástica homenagem:


No princípio eu era Eva,
criada para a felicidade de Adão.
Mais tarde fui Maria, dando à luz
Aquele que traria a salvação.
Mas isso não bastaria
para eu encontrar o perdão.



Passei a ser Amélia,
a mulher de verdade;
Para a sociedade
não tinha a menor vaidade,
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade,
Tenho meus ideais!


Hoje não sou só esposa ou filha,
sou pai, mãe, arrimo de família,
Sou caminhoneira, taxista,
piloto de avião, policial feminina,
operária em construção, ministra .
Ao mundo peço licença
para atuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
e meu nome é M U L H E R..!!!


Autoria: Desconhecida.

quarta-feira, 2 de março de 2011

EDIÇÃO DE MARÇO DO JORNAL DA SBDE (PARTE)

44º COSMO
CONGRESSO SUL MINEIRO DE ODONTOLOGIA
Este ano será realizado em plena primavera, de 20 a 24 de setembro, de 3ª feira a sábado, no Hotel Caxambu/MG.
Aos participantes será outorgado o Mérito D. Pedro II, comemorando os 170 Anos da Coroação (1841/2011) e 180 Anos da Declaração como Imperador do Brasil (1831/2011).
A taxa de inscrição, como nos informa o Confrade, Presidente do COSMO, Alfredo Pimenta, será única: R$250,00.
Aqueles que, pioneiramente, puderem aderir, darão um grande auxílio para custear as primeiras e inevitáveis despesas, tais como confecção da Comenda, impressos etc.. Poderão fazê-lo como habitualmente: Cheque Nominal e cruzado em nome da Associação Brasileira de Cirurgia Oral, promotora do evento, Caixa Postal nº 232 - Pouso Alegre/MG - CEP 37.550-000.
Devemos prestigiar este Congresso que é considerado único no mundo: o mais longevo e contínuo, já merecendo entrar para o Livro Guiness dos Recordes!

MOMENTOS LITERÁRIOS DOS TITULARES
JOSÉ ROBERTO DE MELO (*)
O ACIDENTE DESAGRADÁVEL
Foi nos meus últimos tempos de consultório. Fim de expediente. Eu já cansado, quando me chega um casal com uma emergência.
O paciente era um embarcadiço, panamenho, falando um português ruim. Veio acompanhado de uma moça que se mostrava pelo modo de vestir e falar como uma aderente da mais antiga profissão do mundo.
Sem meias palavras: estava na cara tratar-se de uma prostituta. O caso era de uma inflamação periodontal aguda, com um dente superior fortemente abalado, quase caindo, já perdido. À primeira vista lembrei-me do que tinha visto em um cliente de meu colega Fernando Rosendo, quando a AIDS estava aparecendo.
O diagnóstico veio mais tarde dos Estados Unidos para onde o homem viajou - o paciente era um aidético.
Desconfiado procurei atender o cliente me cercando de todos os cuidados possíveis: usei máscara, luvas, óculos....
Removi o dente mais afetado e juntei outro, artificial, em uma “perereca” (dentadura parcial de acrílico) já em uso. O homem agradeceu o trabalho e confessou,quando lhe disse para voltar para tirar os pontos, que viajaria no outro dia às 6 horas da manhã.
Apressado, lavava o material, quando, ao desmontar a seringa, aconteceu o acidente desagradável: piquei-me com a agulha que acabara de usar,..
Fiquei apavorado. Por tudo. Pelas suspeitas do meu diagnóstico. Pela vida promíscua do paciente evidenciada pela companhia que lavara ao consultório....
Perdido, lembrei-me de Luís Carlos Diniz, médico, professor, meu colega na Universidade do Estado de Pernambuco, que havia dirigido uma enfermaria de aidéticos no Hospital Osvaldo Cruz, onde trabalhávamos.
O meu amigo ponderou que o caso era sério, e que eu devia procurar o serviço especializado no Hospital Correia Picanço. O que fiz de imediato. Fui muito bem atendido e informado de que, se não dispunha do paciente para o exame, eu mesmo devia fazê-lo, e me cercar dos cuidados preventivos.
O teste deu negativo, mas, tive que tomar o coquetel indicado no tratamento, e me submeter aos exames periódicos durante certo tempo.
A doutora que fazia as revisões era muito simpática e dela não tenho de que me queixar, pelo contrário, só tenho que agradecer.
Chato era a convivência com os “colegas” em tratamento. Rapazes, muito à vontade na sua opção sexual, vestindo-se a caráter, e falando alto no banco de espera..
Minha figura encanecida no meio da turma era destoante. Recebi muitos olhares de surpresa e de desconfiança..
Mesmo me fazendo acompanhar de Ana Maria, numa demonstração pública de que era casado, e que não compactuava com as preferências do grupo onde estava. Envergonhado, pedia a Deus que acreditassem nisso. No dia em que recebi alta, quando estava livre, foi de muita felicidade. Vencia a doença e o boato...
(*) Presidente de Honra da SBDE - Fonte: www.melo28.blog.uol.com.br

LENILSON SILVA DE CARVALHO
“PENSAMENTOS, PROVÉRBIOS E AFORISMOS” (*)
CIÚME: Que vida de inferno é a do ciumento! Antes não amar do que amar desse modo. (Mantegazza);
Não pode florescer ternura onde vicejar o ciúme. (Antônio de Castilla);
O ciumento acaba sempre encontrando mais do que procura. (Mme. Scudéry);
O ciúme é uma mistura explosiva de: amor, ódio, avareza e orgulho. (Afonso Karr);
O amor é forte como a morte: o ciúme é cruel como o túmulo. (Salomão);
A suspeita e o ciúme são como venenos empregados na medicina: se pouco, salva; se muito, mata. (Antônio Perez);
O ciúme é o pior dos monstros criados pela imaginação. Para o ciumento é verdade a mentira que ele vê. (Calderón de la Barca);
Ciúme é falta de estimam pela pessoa amada. (Bunin);
O ciúme é uma constrangida homenagem que a inferioridade presta ao mérito. (Mme. Puisieux);
São sempre desatinadas as vinganças por ciúme. (Miguel de Cervantes).
(*) FONTE: Seu ótimo livro que tem este título, acervo da Biblioteca Creuse Pereira Santos, aqui publicado em tópicos, mensalmente, com muita aceitação. Até para o mês...

ODETTE MUTTO (*) - DIA DE DENTISTA
Chega o Dentista ao consultório, ainda não são oito horas da manhã.
O cliente, ou vem comboiando ou está esperando, já pronto para descarregar sobre o Dentista, suas dores, preocupações e fracassos, odontológicos ou não.
Troca de roupa, e é o último minuto de descanso mental que tem, até á noite quando for dormir.
A dentadura inferior que machucou e não está segurando; segue-se uma extração de 3º molar inferior, cuja coroa sumiu faz tempo; depois uma restauração que adapta sem problemas; mais uma endodontia de molar superior.
O telefone e a música ambiente são o fundo musical dos monólogos e diálogos que os clientes invariavelmente mantêm.
O sorriso profissional é tão presente quanto o uniforme que ele usa. O entra e sai dos garotos levando a prótese, vendedores e propagandistas, pacientes fora do dia e da hora, gente com dor e sem, outro que perdeu o pivô do central superior, e mais a mãe aflita trazendo o filho de 10 anos que numa queda fraturou o central superior além da perna, vão levando o dentista ao meio dia sem ele perceber.
Bem depois das 12 horas lá vai ele, depressa pegar o carro no estacionamento, enfrentar um trânsito feroz para motoristas e pedestres.
Chega em casa, almoça meio atropelado, filho esperando para ir pra escola, e mais a reunião de condôminos à noite, conflitando com o cliente das 18 horas.
Passa a escova rápido nos dentes, cabelo vai como está, banho ficou para depois. Na rua outra vez tráfego difícil, filho falando de matemática, o dentista um pouco nervoso, vendo a hora passar, preso naquele engarrafamento.
No elevador sobe com dois pacientes, o barulho do compressor carregando vem primeiro que o próprio consultório.
Falam de loteria esportiva, ele acha improvável ganhar, mas joga de quando em quando.
Atende o telefone ligeiro, já tem três esperando. Obturação que ficou bonita, mas a ponte móvel não é desta boca, dinheiro entrando, motor de alta e baixa rotação funcionando, sugador também.
Noite aparecendo, dezoito e trinta, vai chegar atrasado na reunião de condôminos, restauração fotopolimerizada ficou bonita, mas que mão de obra...
Passam de oito da noite, nem corre mais. A auxiliar contrariada olha todo aquele arsenal por guardar, faz cara feia, o dentista finge que não vê.
Vai saindo, o cliente junto, contente porque seu dente ficou como era antes, pergunta sem parar,recebe respostas e fica na mesma, que de dentes não percebe nada, mas quer saber...
Sentado pesadamente o dentista ouve a leitura da ordem do dia: eleição para novo síndico, ninguém quer pegar o "abacaxi", alguém cita o nome dele, instintivamente recusa, de encargos está bem servido.
Acaba sendo a contra gosto indicado para a comissão fiscal. Enquanto janta, a televisão ligada mostra documentário sobre saúde pública, vacinação.
Sorri de leve das inverdades a respeito de flúor e dentes que o repórter vem dizendo.
De repente, lembra que amanhã é sexta feira, a cliente ultra exigente está agendada para bem cedo para fazer a prova das jaquetas de porcelana, quatro na bateria anterior superior, não vai encontrar nada, o forno do laboratório enguiçou.
Uma ruga de preocupação vinca-lhe o rosto cansado. Não quer pensar nisto agora.
Queijo e doce de abóbora não casam bem com coroas ocas inacabadas...
Depois do jantar mexe um pouco com selos seu passatempo desde a infância. Logo o primeiro selo que pega o leva de volta ao seu dia a dia: Tiradentes - José Joaquim da Silva Xavier, cabelo longo, corda no pescoço... olha seu colega do século vinte, altiva e resignadamente...
(*) - Além de Titular da SBDE, é da União Brasileira de Escritores - Várias vezes premiada, é frequentemente convidada para compor a Comissão Julgadora de Concursos de Literatura. Com muita honra para nós!



EM DEFESA DA NOSSA LÍNGUA
VOCÊ SABE USAR A FORMA CORRETA?
VOCÊ SABE O QUE É UM PALÍNDROMO? É uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário. Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido: SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.
Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário), tomei a liberdade de selecionar alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões...
ANOTARAM A DATA DA MARATONA - ASSIM A AIA IA A MISSA - A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA - A DROGA DA GORDA - A MALA NADA NA LAMA - A TORRE DA DERROTA - O CÉU SUECO - O GALO AMA O LAGO - O LOBO AMA O BOLO - O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO - RIR, O BREVE VERBO RIR - A CARA RAJADA DA JARARACA - SAIRAM O TIO E OITO MARIAS - ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ
FONTE: Dicas de português - Prof. Pasquale Neto.

Tome cuidado: Quando for ao supermercado, peça duzentos ou trezentos gramas de queijo, e não, duzentas ou trezentas. Quando significa unidade de massa, grama é substantivo masculino. Se for a relva, aí sim, é feminino: Não pise na grama; A grama está bem crescida.

É frequente ouvirmos no rádio ou na TV os entrevistados dizerem: “Há muitos anos atrás...” Talvez nem saibam que estão construindo uma frase redundante. Afinal, há já dá idéia de passado. Ou se diz simplesmente “há muito anos...” ou “muitos anos atrás...” Escolha, mas não junte o há com atrás.

'Ele interveio' na discórdia, 'e não interviu'. Afinal, o verbo é intervir, derivado de vir.

Item não leva acento. Nem seu plural itens.

O certo é a libido, palavra feminina. Deve ser dito: “Minha libido hoje não está legal!”

Fonte: Dad Squarisi.
Colaboração da Confreira Mª Nazareth Xavier de Avellar, a quem muito agradecemos!


MOMENTOS DE DESPEDIDA
DESPEDIDA DO TREMA
Estou indo embora. Não há mais lugar para mim.Eu sou o trema.
Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüiféros, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüentas anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela.
Os dois pontos disseram que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra.
E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões.
Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?...
A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K, o W "kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter que, aliás, deveria se chamar TÜITER.
Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências!
Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas.
E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!...
Nos vemos nos livros antigos.
Saio da língua para entrar na história.
Adeus, Trema

MOMENTOS HISTÓRICOS
E ASSIM COMEÇOU O POVOAMENTO DA BAHIA... (*) Sentença proferida em 1587 no processo contra o prior de Trancoso (Arquivo Nacional da Torre do Tombo, armário 5, maço 7 - local onde se guardam todos os documentos antigos; está situada em Lisboa, junto à Cidade Universitária.
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de 62 anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com 29 afilhadas e tendo delas 97 filhas e 37 filhos; de 05 irmãs teve 18 filhas; de 09 comadres 38 filhos e 18 filhas; de 07 amas teve 29 filhos e 05 filhas; de 02 escravas teve 21 filhos e 07 filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve 03 filhas. Total: 299, sendo 214 do sexo feminino e 85 do sexo masculino, tendo concebido em 53 mulheres".
Não satisfeito tal apetite, o malfadado prior, dormia ainda com um escravo adolescente de nome Joaquim Bento, que o acusou de abusar em seu vaso nefando noites seguidas quando não lá estavam as mulheres. Acusam-lhe ainda 02 ajudantes de missa, infantes menores que lhe foram obrigados a servir de pecados orais, completos e nefandos, pelos quais se culpam em defeso de seus vasos intocados, apesar da malícia exigente do malfadado prior.
Mas agora vem o melhor:
"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos 17.03.1587, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e, em proveito de sua real fazenda, o condena ao degredo em terras de Santa Cruz, para onde segue a viver na vila da Baía de Salvador como colaborador de povoamento português.
El-rei ordena ainda guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".
(*) - Colaboração da Confreira baiana,
Mary Camardelli - 1ª Vice-Presidente.

MOMENTOS DE (MUITA) REVOLTA
Governadores do NE defendem nova CPMF
Governadores do Nordeste reunidos em 21.02.11, num encontro em Sergipe, defenderam a volta de um mecanismo para o financiamento da saúde, nos moldes da CPMF, extinta em 2007.
“É fundamental que tenhamos uma fonte de recursos para custeio. É fundamental implementarmos uma nova contribuição”, declarou o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), ao chegar ao Fórum dos Governadores do Nordeste.
O governador da Bahia, Jacques Wagner (PT), seguiu a mesma linha. Segundo ele, “8% ou 10%” da população devem ajudar a prover recursos para atender “85% da sociedade. “Sou a favor de uma nova contribuição, sim”, completou Wagner.
Tanto Wagner quanto Cid não deram detalhes de como seria esse novo instrumento de financiamento.
A CPMF foi extinta em 2007, depois de ser derrubada no Congresso, numa das principais derrotas no Legislativo do governo Lula. FONTE: Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo. Comentário: É muita desfaçatez! Desde quando dinheiro tem carimbo? É mais uma manobra para movimentar o caixa 2 de todos os governos...
Para “outras coisas” o $$$ sobra.. Para saúde, educação, segurança, nunca.. e o povo tem de pagar por isso...
Não chegam os impostos mais caros do mundo? Até quando????

MOMENTOS DE REFLEXÃO
OS DOIS LOBOS
Uma noite, um sábio contou ao seu neto sobre a guerra que acontece dentro das pessoas.
Ele disse: A batalha é entre dois lobos que vivem dentro de todos nós.
Um é mau: É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, egoísmo, mentiras, orgulho falso, superioridade e ego exagerado.
O outro é bom: É alegria, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, caridade, generosidade, verdade, fé e compaixão.
O neto pensou nesse luta e perguntou ao avô:
Vô, qual dos 2 lobos vence?
O sábio respondeu: - Vence aquele que você alimenta!

MOMENTOS DE TROVAS PELO BRASIL À FORA
O dentista colocou
nos dentes de Guiomar
uma ponte, e ela pensou:
- Deve ser pra dor passar!...
JOSÉ M. MACHADO ARAUJO/RJ

O trem da vida ao destino
chega no horário marcado;
- Por que não desce o menino,
que embarcou tão animado?
OLYMPIO COUTINHO - BH/MG

Quanta inspiração me causa,
o entardecer morno e rubro.
Faz na vida doce pausa,
e com sol quente eu me cubro.
CARMEN PIO - Porto Alegre/RS

As coisas só acontecem,
quando têm de acontecer.
E os olhos d’alma padecem
quando não conseguem ver.
CIDINHA FRIGERI/PR
Teu olhar, tímido e arisco,
quando embebido em luar,
revela audácias de um risco
que nem me arrisco a explorar!
JOSÉ OUVERNEY/SP

No sertão, inverno ameno,
numa seca imperatriz,
qualquer chuvisco ou sereno
já deixa o povo feliz!
ADEMAR MACEDO/RN

Neste carro apertadinho,
A distância é tão pouca,
Que pra roubar um beijinho,
É só esticar a boca.
(Parodiando Frederico de Brito, poeta português)
MAURO CRUZ - JUIZ DE FORA/MG
2º Vice-Presidente da SBDE
PARABÉNS AOS SEMPRE INSPIRADOS TROVADORES!

MOMENTOS DE PREOCUPAÇÃO
A VOLTA DA INFLAÇÃO
De pedreiros a manicures e dentistas, brasileiros reajustam preços de serviços em 8,45%, na média de 12 meses, muito acima da inflação geral
A escalada da inflação dos últimos meses ressuscitou mecanismos informais de indexação de preços, especialmente dos serviços.
É o Dentista, o pedreiro ou o cabeleireiro, por exemplo, que aumentam o valor dos seus serviços, seguindo a intuição ou usando critérios próprios, como o gasto com a condução para chegar ao trabalho ou com a refeição fora de casa.
Um estudo feito pelos técnicos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com base nos dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), ilustra com números o estrago das expectativas negativas nos preços dos serviços que seguem uma indexação informal.
Em 12 meses até janeiro deste ano, os preços dos serviços reajustados, segundo critérios informais, aumentaram 8,45%. O resultado supera de longe a variação do mesmo período pelos serviços que têm critérios previamente definidos de reajuste (4,93%) e incluem aluguéis e contratos de assistência médica, entre outros.
Fonte: Márcia De Chiara, O Estado de São Paulo.

MOMENTOS DE EUFORIA
BEBÊ “VOLTA À VIDA” APÓS 5 HORAS EM REFRIGERADOR
Um bebê, que passou 05 horas dentro de um congelador, e chegou a ser dado como morto pelos médicos do Hospital Western Galilee, Norte de Israel, “voltou à vida”.
A criança nasceu pesando, apenas, 600 gramas, e foi colocada num dos compartimentos do refrigerador do hospital, enquanto os pais acertavam os detalhes burocráticos do enterro.
Quando os parentes abriram o pacote onde o bebê estava, sentiram que ele se mexeu e apertou a mão da avó.
A gestante estava na 23ª semana de gravidez quando sofreu uma hemorragia interna.
Para evitar riscos, os médicos decidiram interromper a gestação.
Fonte: Jovem Pan.

MOMENTOS DE HOMENAGENS
Eis os aniversariantes do mês no setor da Literatura e da Música, com respectivas minibiografias:

Dia 05.03.1887, nasceu HEITOR VILA-LOBOS no Rio de Janeiro, onde faleceu em 17.11.1959.
Aos 6 anos, aprendeu com o pai a tocar violoncelo, usando uma viola devido à sua pouca altura.
Autodidata, aprendeu violão na adolescência, em meio às rodas de choro cariocas, com “feras” como: Catulo da Paixão Cearense, Ernesto Nazareth e outros.
Criou o Guia Prático, coletânea de canções folclóricas destinadas à educação musical nas escolas - apresentou seu plano educacional em Praga, Berlim, Paris e Barcelona.
Sua obra, além de vasta (mais de 1.000) é diversificada: Bachianas Brasileiras, Choros, Bailados, Canto Orfeônico, 12 Sinfonias, 07 Óperas, 17 Quartetos de Cordas; 04 Suítes para cinema e muitas outras; regeu 11 orquestras brasileiras e quase 70, em vários países.
Em 1986, foi estampada a sua figura na nota de 500 Cruzados; na data de seu aniversário é comemorado o Dia da Música Clássica, no município e no Estado do Rio de Janeiro.

Dia 05.03.1909 nascia Antônio Gonçalves da Silva, uma das principais figuras nordestinas do século 20.
Adotou o apelido de PATATIVA DO ASSARÉ quando viajou para participar de “pelejas” contra os poetas populares, chamados de patativas porque viviam cantando versos.
Para ser melhor identificado adotou o nome de sua cidade, a 490 km de Fortaleza/CE.
A família vivia da agricultura; aos 04 anos, ficou cego de um olho devido a uma doença.
Aos 12 anos foi alfabetizado, mas por apenas alguns meses, quando começou a fazer repentes em festas.
Conseguiu grande popularidade em nível nacional, com muitas premiações, títulos e homenagens (foi nomeado por 5 vezes Doutor Honoris Causa), mas nunca buscou a fama nem a intenção de fazer profissão de seus versos - não deixou de ser agricultor e de morar na mesma região onde se criou.
Seus poemas eram guardados na sua impressionante memória, pois era capaz de recitar qualquer um deles, mesmo após os 90 anos de idade.
É muito admirado pela sua capacidade de criar versos nos moldes camonianos (sonetos na forma clássica) e na poesia de rima e métrica populares (a 10ª e a sextilha nordestina), abordando diferentes temas com vertentes: social/militante, telúrica, religiosa, filosófica, lírica, humorística/irônica, motes/glosas etc..
Seu trabalho inspirou músicas, livros, peças teatrais e estudos em universidades estrangeiras.
Livros: Inspiração Nordestina (1956); Cantos do Patativa (1967 -2ª edição com acréscimos); Patativa do Assaré: Novos poemas comentados (1970); Cante lá que eu canto cá (1978); Ispinho e Fulô (1988); Aqui tem coisa (1994).
Faleceu em 08.07.2002 na cidade que lhe emprestava o nome.

Dia 06.03.1900 nasceu JOUBERT DE CARVALHO, em Uberaba/MG, onde faleceu, em 20.09.1977; foi médico e compositor, autor de canções como "Maringá" e "Ta-hi".
A 1ª composição, a valsa Cruz Vermelha, foi inspirada no hospital infantil do mesmo nome, em São Paulo; o pai permitiu que ele vendesse as partituras, desde que o dinheiro revertesse em benefício do Hospital.
Em 1919 foi para o Rio de Janeiro e, em 1920, entrou para a Faculdade de Medicina, mas continuou compondo, e a 1ª composição gravada foi a canção Noivos (1921). Em 1925 se formou em Medicina, com a tese intitulada "Sopros musicais do coração"; foi aprovado com distinção.
Suas músicas eram gravadas por Gastão Formenti e Francisco Alves, cantores de grande sucesso, mas a novata Carmen Miranda foi responsável pelo grande sucesso de Ta-hi (1930) com o título Pra Você Gostar de Mim, que vendeu 35.000 discos, numa época em que os grandes cantores vendiam, no máximo, 1.000 discos.
De papo pro ar foi lançado, com grande sucesso, por Formenti (1931); em 1932, o grande êxito dele foi Maringá que fez sucesso também no exterior, rendendo-lhe direitos autorais durante muito tempo.
Fez a música para agradar o amigo José Américo de Almeida, Ministro da Viação, que era nordestino, e o título surgiu de Maria do Ingá - Ingá era um município do nordeste, onde a seca havia sido mais rigorosa.
Maringá era cantada por operários que construíam uma nova cidade no norte do Paraná e que, ao ser fundada oficialmente em 1947, recebeu o nome de Maringá; em 1959, foi homenageado pelo povo, que deu seu nome a uma das ruas da cidade.
Em 1970, participou do V Festival Internacional da Canção da Rede Globo, com a valsa A Flor e a Vida, composta em parceria com leda Fonseca, mas não foi classificada.
Pouco depois, venceu, com a mesma composição, interpretada por Antonio João, o Festival Brasileiro de Seresta.
Ele nunca bebeu, nunca foi boêmio; bares e botequins jamais o atraíram.
Homem culto e refinado, chegou a escrever um romance: Espírito e Sexo.
Como médico, também foi muito talentoso e um dos pioneiros no Brasil em Medicina Psicossomática.
Autor de mais de 700 composições, no final da vida, Joubert se afastou do mundo musical, pois os novos estilos surgidos deixaram pouco espaço ao romantismo do seresteiro que, de certa forma, ele foi.
Morreu no dia 20.09.1977, vítima de pneumonia.

No dia 14.03.1847 Antônio Frederico de CASTRO ALVES nasceu na fazenda Cabaceiras, vila de Nª Sª da Conceição de Curralinho, hoje, Município de Castro Alves/BA.
Suas obras mais conhecidas são marcadas pelo combate à escravidão, motivo pelo qual é conhecido como "Poeta dos Escravos".
Aos 17 anos fez a 1ª poesia: A canção do africano, quando a tuberculose se manifestou.
Teve fase de intensa produção literária por 02 grandes causas: uma, social e moral, a da abolição da escravatura; outra, a república, aspiração política dos liberais mais exaltados.
Seus poemas líricos e heróicos, publicados nos jornais ou recitados nas festas literárias, produziam a maior e mais ruidosa impressão; em 07.09.1868 fez a apresentação pública de Tragédia no mar, que depois ganharia o nome de O navio negreiro.
Depois de um período em Recife, em 1870 voltou para sua terra natal na tentativa de melhorar a tuberculose, depois viajou para Salvador, onde lançou Espumas flutuantes.
Sua última aparição em púbico foi em 10.02.1871 numa récita beneficente. Faleceu em 06.07. 1871, aos 24 anos, e seus escritos póstumos incluem apenas um volume de versos: A Cachoeira de Paulo Afonso (1876), Os Escravos (1883) e Hinos do Equador (1921).
É patrono da cadeira 07 da Academia Brasileira de Letras. --- Dia 15.03.1900 nasceu em Recife GILBERTO de Mello FREIRE, onde faleceu em 18.07.1987.
Foi sociólogo, antropólogo, escritor e pintor, considerado um dos grandes nomes da história do Brasil.
Descendente de indígenas, espanhóis, portugueses e neerlandeses, fez seu 1º contato com a literatura através de As Viagens de Gulliver.
Apesar de seu grande interesse, não conseguiu aprender a escrever, fazendo-se notar mais pelos desenhos.
Tomou aulas particulares com o pintor Telles Júnior, que reclamou contra sua insistência em deformar os modelos. Aprendeu a ler e escrever em inglês com Mr. Williams, que elogiou seus desenhos.
Estudou na Universidade de Colúmbia (EUA) e em 1922 publicou sua tese de mestrado Vida social no Brasil nos meados do século XIX, no periódico Hispanic American Historical Rewiew, obtendo o título de Masters of Arts.
Em 1946 foi eleito pela UDN para a Assembleia Constituinte.
A seu respeito disse Monteiro Lobato: O Brasil do futuro não vai ser o que os velhos historiadores disserem e os de hoje repetem. Vai ser o que Gilberto Freire disser, pois é um dos gênios de palheta mais rica e iluminante que estas terras antárticas ainda produziram.
Ocupou a cadeira 23 da Academia Pernambucana de Letras em 1986 e suas principais obras continuam sendo importante referência: Casa Grande & Senzala; Nordeste: Aspectos da Influência da Cana Sobre a Vida e a Paisagem; Problemas brasileiros de antropologia; Sociologia; Interpretação do Brasil; Ingleses no Brasil; Brasis, Brasil e Brasília (1968). Recebeu dezenas de títulos, comendas e honrarias no Brasil e no Exterior.

17.03.1921 - Nesta data ANTÔNIO MARIA Araújo de Morais nasceu em Recife, numa família de posses.
Teve aulas de piano e francês, comum às crianças dessa classe, mas uma crise econômica afetou a indústria usineira e levou a família à bancarrota.
Teve o 1º emprego como apresentador de programas musicais na Rádio Clube Pernambuco, quando já frequentava a boêmia de Recife (aos 17 anos).
Resolveu ir para o Rio de Janeiro, de navio (1940), onde foi morar com o jornalista Fernando Lobo, antigo amigo de farras pernambucanas, e com Abelardo Barbosa, mais tarde, Chacrinha.
Trabalhou como radialista, mas a vida estava difícil, então voltou para Recife (1944), e se casou.
Trabalhou no rádio em Fortaleza e na Bahia, onde fez amizade com Dorival Caymmi e Jorge Amado.
A 2ª e definitiva tentativa de viver no Rio de Janeiro foi em 1947, desta vez com a mulher e os 02 filhos.
Foi diretor artístico da Rádio e da TV Tupi (1951).
Escreveu crônicas diárias durante mais de 15 anos: A Noite É Grande, O Jornal de Antônio Maria, Mesa de Pista e Romance Policial de Copacabana.
Como compositor seu samba "Querer Bem" (com Fernando Lobo) foi gravado por Aracy de Almeida (1951).
A estreante cantora Nora Ney realizou as gravações de Menino Grande e Ninguém Me Ama (1952), seu maior sucesso, um clássico da dor de cotovelo.
Frequentador assíduo de noitadas intermináveis em boates, compôs grandes sucessos: Valsa de uma Cidade (com Ismael Neto), Manhã de Carnaval (com Luiz Bonfá), Suas Mãos (com Pernambuco) etc.
Era cardiopata e se autodefinia como cardisplicente - homem que desdenha o próprio coração - morreu fulminado por um infarto em 1964.

Dia 19.03.1911 nasceu José de ASSIS VALENTE, em Santo Amaro/BA e faleceu no Rio de Janeiro, em 06.03.1958, levado ao suicídio por dívidas.
Segundo relatava, foi roubado aos pais, ainda pequeno, sendo entregue a uma família Santoamarense, que lhe deu educação, ao tempo em que o iniciou no trabalho.
Aos 10 anos de idade já era admirador de Castro Alves e Guerra Junqueiro, cujos versos ele declamava, encantando a todos.
Radicou-se em Salvador, onde foi aluno do Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, aprendendo prótese dentária.
Aos 16 anos foi para o Rio trabalhar como protético e conseguiu publicar alguns desenhos, mas compôs seus 1ºs sambas, bastante incentivado por Heitor dos Prazeres, alcançando sucesso nas vozes de grandes intérpretes como Carmem Miranda, Orlando Silva e muitos outros.
Tentou o suicídio várias bezes até que um dia sentou-se num banco de rua, ingeriu formicida, deixando no bolso um bilhete à polícia, onde pedia ao também compositor e amigo Ary Barroso que lhe pagasse dois alugueres em atraso.
Seu trabalho foi um dos mais produtivos, pois consta que chegava a compor quase uma canção por dia – muitas delas vendidas a baixos preços para outros, que então figuravam como autores.
Após sua morte, foi sendo esquecido, para ser finalmente redescoberto nos anos 60, nas vozes de Chico Buarque, Maria Bethânia, Novos Baianos, Elis Regina, Adriana Calcanhoto e muios outros.
Suas canções foram muitas vezes regravadas, mesmo depois de sua morte, atingindo sucessivas gerações.
Eis um exemplo em Boas Festas: Já faz tempo que eu pedi / Mas o meu Papai Noel não vem / Com certeza já morreu / Ou então felicidade / É brinquedo que não tem".

Dia 20.03.1863 nascia ERNESTO Júlio de NAZARETH, Pianista e compositor popular, com sofisticada técnica erudita, compôs mais de 200 peças para piano, principalmente valsas, polcas, maxixes e tangos, mas ficou famoso no início do século passado como pianeiro, nome dado aos profissionais que tocavam nas salas de espera dos cinemas, nos cafés-concerto, bailes e festas familiares), onde, além de suas composições, interpretava Liszt, Beethoven e Chopin, de quem recebeu forte influência.
Aos 14 anos compôs a 1ª música: a polca-lundu Você Bem Sabe, e não parou mais: Apanhei-te Cavaquinho, Ameno Resedá, Odeon, Tenebroso, Confidências, Coração Que Sente ainda fazem grande sucesso.
Morreu no Rio de Janeiro em 1934, afogado na cachoeira dos Ciganos, em Jacarepaguá, dias depois de fugir da colônia Juliano Moreira, onde havia sido internado para tratamento psiquiátrico.

Dia 20.03.1892 nasceu Paulo MENOTTI DEL PICCHIA, em São Paulo, onde faleceu em 23.08.1988; foi poeta, escritor e pintor modernista, deputado estadual, advogado, tabelião, industrial, entre outras funções.
Com Oswald de Andrade, Mário de Andrade e outros jovens artistas e escritores paulistas, participou da Semana de Arte Moderna de Fevereiro de 1922.
Em 1943 foi eleito para a cadeira nº 28 da Academia Brasileira de Letras e suas principais obras são Juca Mulato (1917) e Salomé (1940), além de Máscaras (1920), pela sua nota lírica.

No dia 21.03.1915 nascia o humorista, jornalista e compositor HAROLDO BARBOSA, no Rio de Janeiro, onde faleceu em 05.09.1979.
Foi amigo de infância de Noel Rosa, Almirante, Braguinha e Araci de Almeida.
Durante seus mais de 40 anos de carreira artística realizou mais de 300 versões para o português de músicas estrangeiras. Foi parceiro de vários compositores e escreveu peças e roteiros de muitos programas humorísticos para o rádio, tais como: Cavalgada da Alegria, Rádio Tambarra e Hora dos Amigos do Jazz.
Compôs grandes sucessos como: Mesa de Bar, Isso não se Aprende na Escola e De Conversa em Conversa.
Além da Rádio Nacional, passou pela Tupi, onde escreveu várias rádionovelas, e pela Mayrink Veiga onde criou a Escolinha do Professor Raymundo, com Chico Anysio. Participou das equipes de criação de: Chico Anísio Show, Noites Cariocas, O Riso É o Limite, Times Square, Faça Humor, Não Faça Guerra, Satiricom e O Planeta dos Homens.

Dia 28.03.1918 nasceu ADELINO MOREIRA de Castro, em Gondomar (Portugal), falecendo no Rio de Janeiro em 09.05.2002.
Dentre suas obras destaca-se o grande sucesso A Volta do Boêmio, gravada por Nelson Gonçalves, cantor de grande parte da sua obra, mais de 300, tais como: Última Seresta, Fica comigo esta noite (parceria com Nelson); Escultura; Meu vício é você; Deusa do Asfalto;Meu ex-amor e tantos outros grandes sucessos, sendo que Negue (com Enzo de Almeida Passos) foi a mais regravada por inúmeros intérpretes.
Morreu de infarto fulminante enquanto dormia em sua casa.
MERECIDAS PALMAS PARA TODOS ELES!
Fontes: www.releituras.com / pt.wikipedia.org / academia.org.br / educacao.uol.com.br


MOMENTOS DE HUMOR
VAMOS RIR JUNTOS?
VOCÊ SABE O QUE É SEFOIA?
É uma enfermidade ainda não aceita totalmente pela classe médica.
Entretanto, milhões de pessoas em todo mundo padecem desse mal e esperam a aprovação da Organização Mundial de Saúde para que se estude e se encontre a cura para tão mortal enfermidade que, a cada dia, é adquirida por milhares de pessoas.
Se você tiver 3 ou mais sintomas indicados abaixo é sinal de alerta vermelho!!!! Sintomas que definem o aparecimento dessa patologia:
01 - Se um café te provoca insônia; 02 - Se uma cerveja te leva direto ao banheiro; 03 - Se tudo te parece muito caro; 04 - Se qualquer coisa te altera; 05 - Se todo pequeno excesso alimentar te provoca aumento de peso; 06 - Se a feijoada "cai" como chumbo no estômago; 07 - Se o sal sobe a tua pressão arterial; 08 - Se em uma festa pedes a mesa mais distante possível da música e das pessoas; 09 - Se o amarrar os sapatos te produz dor nos quadris; 10 - Se a TV te provoca sono.
Todos estes sintomas são prova irrefutável de que padeces de SEFOIA, isto é, SE-FOI-A.....juventude!!!

MOMENTOS DE PREVENÇÃO
UM ALERTA PARA TODOS - NOVA FORMA DE ROUBO
A imaginação dos marginais não tem limites...
Esperam num estacionamento, e depois de você sair do carro, eles mudam a placa e ficam à espera.
Depois, seguem, ultrapassam e mostram a placa pela janela, como se ela se tivesse caído do seu carro.
Talvez você fique um pouco espantado por ver a sua placa ali, mas, sem desconfiar e porque acha que ela caiu mesmo, resolve parar para recuperá-la e agradecer a quem tão "generosamente" deseja devolver a placa que você nem reparou que tinha caído...
Parar é tudo o que eles querem que você faça e aí já será tarde demais; terá sorte se não for violentamente tratado, raptado, ferido ou morto (que ironia: será ótimo se for apenas um assalto).
Não pare, seja por que motivo for. Uma placa não é nada, comparada com a sua integridade física.
Antes de agir pense no que poderá acontecer.
Os criminosos são espertos e podem ser extremamente violentos quando querem conseguir alguma coisa.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

EXCERTO DO NOSSO JORNAL MENSAL


SEIS ANOS DE SARAU
Estamos entrando no
6º ano de realização do Sarau Literomusical promovido pelo CRO/RN, em seu confortável auditório, e coordenado pela SBDE, com maciço apoio da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN (SPVA).
Aliás, o sustentáculo total do evento é dado por essa Sociedade, cujos poetas e poetisas assiduamente participam das reuniões quinzenais (1ª e 3ª quarta-feira, das 18 Às 21 horas), sempre com grande brilhantismo e entusiasmo.
A receptividade é de tal monta e os resultados são tão espetaculares que tem ajudado muita gente a enfrentar problemas diversos, como depressão, gagueira etc.. Assim sendo, resolvemos “batizar” de Sarauterapia, com aprovação de todos que lá vão.
Diante disso, fazemos um apelo aos dignos Titulares para que incentivem a realização desses eventos nas suas respectivas cidades, associando-se a instituições poéticas, literárias e musicais.
Temos a certeza de que estarão prestando um magnífico serviço, inclusive ao humanismo. Tomara!




Como já anunciamos, este ano será realizado em plena primavera, de 20 a 24 de setembro, de 3ª feira a sábado, no Hotel Caxambu/MG. Aos participantes será outorgado o Mérito D. Pedro II, comemorando os 170 Anos da Coroação (1841/2011) e 180 Anos da Declaração como Imperador do Brasil (1831/2011).
A taxa de inscrição, como nos informa o Confrade, Presidente do COSMO, Alfredo Pimenta, será única: R$250,00.
Aqueles que, pioneiramente, puderem aderir, darão um grande auxílio para custear as primeiras e inevitáveis despesas, tais como confecção da Comenda, impressos etc.. Poderão fazê-lo como habitualmente:
Cheque Nominal e cruzado em nome da Associação Brasileira de Cirurgia Oral, promotora do evento, Caixa Postal nº 232 - Pouso Alegre/MG -
CEP 37.550-000.
Devemos prestigiar este Congresso que é considerado único no mundo:
o mais longevo e contínuo, já merecendo entrar para o Livro Guiness dos Recordes!

Gotas de História - Por José Dilson Vasconcelos de Menezes*
Primeiro Código de Ética Odontológica
A década de 1950 constituiu-se a fase inicial do grande desenvolvimento experimentado pela Odontologia.
Um acontecimento da maior relevância foi, sem dúvida, a criação da Associação Brasileira de Ensino Odontológico – ABENO, em 02 de agosto de 1956, em Poços de Caldas/MG, sob a denominação inicial de Associação Brasileira de Estabelecimentos de Ensino Odontológico – ABEEO.
Atuando, simultaneamente, na promoção de cursos destinados a docentes e na concessão de bolsas de estudos para aperfeiçoamento de integrantes do magistério em centros de excelência, promoveu considerável melhoria no ensino odontológico.
Com essa atuação, constatou-se natural crescimento do padrão de desempenho dos Cirurgiões-Dentistas. Paralelamente ao melhor desempenho, observou-se maior conscientização de princípios éticos.
Conquanto grande número de profissionais ainda concentrasse maior engajamento em campanhas que objetivavam a erradicação das ações odontológicas exercidas por pessoas que não possuíam habilitação profissional, líderes da categoria já demonstravam interesse pela valorização dos aspectos éticos no desempenho profissional.
Entendiam que não bastava ser um bom técnico, impunha-se, ao lado disso, que o Cirurgião-Dentista atuasse observando princípios éticos quando do relacionamento com os pacientes, os colegas e profissões afins.
Durante o VI Congresso Odontológico Brasileiro realizado em Fortaleza, de 27.01 a 02.02.1957, pelo Centro Odontológico Cearense e patrocinado pela União Odontológica Brasileira (atual Associação Brasileira de Odontologia) esteve reunido o colendo Conselho Deliberativo Nacional da U.O.B..
Dois grandes nomes da Odontologia dirigiam essa Instituição:
Edmundo Nejm – Presidente e Marcelo Augusto Galante – Secretário.
Dentre as resoluções apreciadas na ocasião, merece destaque a aprovação do seu Código de Ética Profissional. Como não existisse à época um órgão legalmente instituído para fiscalizar a atuação dos Cirurgiões-Dentistas, dirigentes da Entidade maior da nossa profissão procuraram suprir a necessidade sentida, aprovando um documento que orientava o profissional que se dedicava ao exercício da Odontologia. Posteriormente, a Lei nº 4.324, de 14.04.1964, que “Institui o Conselho Federal e os Conselhos Federais de Odontologia e dá outras providências”, reconhecendo a importância do Código elaborado em 1957, dispôs no seu artigo 28: “Enquanto não for elaborado e aprovado pelo Conselho Federal de Odontologia, ouvidos os Conselhos Regionais, o Código de Deontologia Odontológica, vigorará o aprovado pelo Conselho Deliberativo Nacional da União Odontológica Brasileira no VI Congresso Odontológico Brasileiro.”
Assim, por 07 anos, no período de 14.04.1964 até 14.04.1971 quando, através da Resolução 59/71, o Conselho Federal de Odontologia aprovou o 1º Código de Ética Odontológica, foi validado o Código de Ética Profissional da União Odontológica Brasileira.
Nos 07 anos anteriores, pela inexistência de um órgão fiscalizador dos atos profissionais, constituía-se um “acordo de cavalheiros”.
(*) - CRO/CE nº 001: 1º Presidente; - Fundador e Ex-Vice-Presidente da Academia Cearense de Odontologia; - 1º Tesoureiro da SBDE.

MAROCAS, A BURRA - Por José Roberto de Melo (*)
Em matéria anterior referi-me a Marocas, uma burra que conheci na Fazenda Radiante, do meu amigo Carlito, lá em Arcoverde, sertão de Pernambuco. Foi uma citação rápida para um animal muito interessante. A revista Seleções publicava (não sei se ainda publica) uma página denominada “Meu Tipo Inesquecível” onde os autores faziam relatos sobre pessoas que os tinham impressionado. Se eu tivesse que escrever coisa semelhante sobre animais, Marocas seria meu bicho inesquecível.
Ela era alta como burra, uma espécie bonita, sempre de cabeça erguida enfrentando desafios.
Mas não era o seu tipo físico que impressionava. Era o seu comportamento que, hoje, mais de 60 anos passados não consigo esquecer. Primeiro a sua preferência pelo sexual a que me referi anteriormente. Criador nenhum se interessa por sexo de burro, animal híbrido que não procria, é infértil, não dá lucro. Marocas, como já relatei, não se conformava com isso.
Aparecesse o garanhão no seu caminho ela perdia a cabeça, derrubava cavaleiro, pulava cerca e corria para se esfregar no objeto dos seus desejos. Livre, transformada, sedutora... Fiel aos prazeres da carne. Também não se conformava com o trabalho escravo. Tinha suas preferências.
Havia dia que escolhia o seu roteiro. Alguém a selava para um serviço qualquer e ela não estava nem aí. Aberta a porteira do cercado, ela tomava o caminho da casa de Xelé, um antigo vaqueiro da fazenda que morava a cerca de um quilômetro da casa grande. Ia matar suas saudades, pois vivera algum tempo naqueles campos. Uma sentimental, fiel ao seu passado.
Um dia, chateada da vida, ganhou o mato com bornal no focinho. Bornal é um saco de pano que se bota no focinho do animal com o alimento. Terminado este, o bornal é um estorvo.
O bicho não pode comer mais nada. Pois bem, Marocas ficou quase uma semana sumida na caatinga, fazendo greve de fome. Até que apareceu, magra, porém livre da depressão.
Acho que se fosse tempo da ditadura militar, ela teria sido acusada de subversiva e corrupta..
Na Fazenda Radiante a condução era cavalo ou burro. Eu preferia sempre sair montado na Marocas.
E acho que ela gostava de mim. Nunca me fez uma falseta.
(*) Presidente de Honra da SBDE - Fonte: http://www.melo28.blog.uol.com.br/

LENILSON SILVA DE CARVALHO
“PENSAMENTOS, PROVÉRBIOS E AFORISMOS” (*)
CASTIDADE - A violência humana e a guerra mataram os sonhos e as ilusões castas dos nossos pensamentos.
(VALÉRIO MESQUITA)
CASULA - A manhã ficou uma liturgia de beleza.
O sol tirava seus parâmetros multicoloridos e vestia a casula de ouro.
(INÁCIO MAGALHÃES)
CATIVAR - A gente só conhece bem as coisas que cativou.
(ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY)
CÉREBRO - Há 3 tipos de cérebros: Uns entendem por si próprios; outros discernem o que os primeiros entendem; os terceiros não entendem nem por si próprios nem pelos outros; os primeiros são excelentíssimos; os segundos, excelentes e os terceiros totalmente inúteis. (MAQUIAVEL)
CHANCE - No campo da observação a chance favorece as mentes preparadas.
(LOUIS PASTEUR)
CHEFIA - Um bom chefe faz com que homens comuns façam coisas incomuns.
(PETER DRUCKER)
CHORAR - Lágrimas não são argumentos. - (MACHADO DE ASSIS);
CIÊNCIAS - São fúteis e cheias de erros as ciências que não nasceram da experimentação, mãe de todo conhecimento. (Leonardo da Vinci)
CINISMO - O cínico é um homem que sabe o preço de tudo e o valor de nada.
(OSCAR WILDE)
CIÚME - Não é o amor que é cego, mas o ciúme. (LAWRENCE DURREL);
O ciúme é o meio tempo entre o amor e o ódio. (JEAN COMMERSON).
(*) FONTE: Seu ótimo livro que tem este título, acervo da Biblioteca Creuse Pereira Santos, aqui publicado em tópicos, mensalmente, com muita aceitação.

D. PEDRO II - Por Mauro Cruz (*)
D. Pedro II era acima de tudo um patriota. Em viagem à Europa para tratamento de saúde, já idoso, ao ouvir a notícia da extinção completa da escravidão em solo brasileiro pela Princesa Isabel, em 1887, sonho acalentado por ele desde a juventude, emocionado exclamou: “Grande Povo! Grande Povo!”
Ele foi o grande responsável pela industrialização do país, incentivando todos os empreendimentos nesta área. Foi também responsável pela introdução do transporte ferroviário no Brasil, dando concessão e liberdade ao Barão de Mauá, apesar de discordar dele em questões de princípios e de patriotismo, mas julgando-o capaz da realização.
Baronesa foi o nome da primeira locomotiva a circular no Brasil, fazendo a viagem inaugural em 30.04. 1854, percorrendo a distância de 14km na estrada construída, ligando o Rio de Janeiro à raiz da serra de Petrópolis. Quando da Proclamação da República, em 1889, fim de seu reinado, já existiam no Brasil cerca de 10.000km de ferrovias.
Incentivou a abertura da primeira estrada de rodagem, a União e Indústria, ligando Juiz de Fora a Petrópolis. No seu reinado foi também instalado o cabo submarino, ligando o Brasil à Europa, inaugurado o telefone e instituído o selo postal, o 1º do país e 3º do mundo, conhecido como “olho de boi”.
Extremamente ligado à ciência, em 1882, enviou a 1ª expedição brasileira à Antártida, com propósitos de coletar informações científicas.
Foi o fundador, mantenedor e incentivador de inúmeras instituições científicas no Brasil, entre as quais, até hoje se destacam, o Observatório Astronômico, o Instituto Baiano de Agricultura, o Instituto Agronômico de Campinas, o Museu Paraense, o Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, a Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional e a Escola de Minas de Ouro Preto.
Tinha um conceito muito avançado do papel da imprensa. Nunca o Brasil desfrutou de tanta liberdade de expressão quanto no seu reinado. Até mesmo injúrias ao monarca eram publicadas, não admitindo ele, que fossem punidos os autores ou que fossem processados ou fechados os jornais que as divulgavam.
Também era permitido o anonimato nos artigos publicados. De acordo com vários de seus biógrafos, o imperador defendia a liberdade de imprensa por convicção e não por conveniência. Na república, a situação inverteu-se e, logo após a sua instituição, ocorria forte censura e repressão à imprensa.
(*) 2º Vice-Presidente da SBDE. Este texto terá várias sequências, em honra ao homenageado do 44º COSMO.


JOGO MAIOR - Por Odette Mutto (*)
Na 5ªfeira foi jogar cartas, como de costume, com os parceiros de sempre.
Fazia um mês que não jogava, o médico havia proibido: problemas circulatórios, coração.
Manuel não se interessara muito, mas obedecera. Médicos, às vezes, tinham razão. Os outros três velhos fizeram festa ao vê-lo.
Até brincaram que o lobo havia voltado para devorar os cordeiros, pois ele era ganhador constante.
Manuel pôs os óculos, tirou o paletó, sentou-se no lugar habitual.
Estava contente. O contato com o baralho, toda a vida lhe fizera bem.
Na frente dele, o antigo companheiro sorriu de leve. Manuel encarou-o. Parece que ele estava diferente, mais moço, com outra cara. Não ligou. Devia ser efeito da luz fluorescente nova.
Começaram o jogo. Manuel concentrado, olhos fixos nas cartas, seguindo, perseguindo as jogadas.
Ganhou a 1ª rodada, houve risos e comentários. Não se emocionou. Jogo era assim mesmo, uns ganhavam, outros perdiam. Estava ganhando agora, mas perderia em breve. Continuaram.
Ao cabo de 05 partidas, perdeu. Não se preocupou. Continuaram.
Ao cabo de 05 partidas, perdeu. Não se preocupou.
Acostumado a jogatinas, sabia que perder fazia parte da brincadeira. Precisava prestar mais atenção; cometera um engano, o parceiro da frente aproveitara sua distração, vencendo-o.
Tentou concentrar-se mais, não conseguiu. Estava ficando com sono. Estranhou.
Mal tinham começado, não podia estar cansado. Passou a mão na testa, estava úmida de suor.
Não gostou daquilo. Quase não transpirava. Não havia explicação para aquele suor, principalmente em uma noite fria. Perdeu de novo para o mesmo companheiro. Nem viu a carta que deu vantagem ao outro.
As vozes altas dos amigos devolveram-lhe a realidade. Segurou firme os 03 ases que recebeu.
Pediu uma carta. O ás que faltava chegou. Quando mostrou o jogo, dois parceiros não quiseram prosseguir. Voltariam em meia hora, talvez a sorte tivesse mudado. Saíram. Ficaram Manuel e o que havia ganho.
Então, distraidamente Manuel olhou para o outro. Desconheceu-o. Por muito que se esforçasse, não achou naquele homem o antigo camarada de tantos anos. Enfureceu-se consigo próprio.
Mas que confusão era aquela afinal? De repente, o corpo ficou molhado de suor.
Fixou bem o sujeito à sua frente. Sentiu-se ameaçado por um perigo vital, iminente e irremediável.
Precisava gritar, chamar os dois que haviam saído, eles sim eram amigos, não este estranho de olhar sinistro. Mas não conseguiu fazer coisa alguma, nem se mover da cadeira, nem falar.
Aterrorizado, viu o outro misturar o baralho, paciente e demoradamente. Agora não podia perder.
Estava jogando mais que uma simples partida. Foi vencendo, o cérebro totalmente absorvido no jogo, rosto congestionado, respiração difícil. Cada nova jogada aumentava-lhe a opressão no peito, a dificuldade para respirar. Lutou quanto pôde. Até que o parceiro juntou 04 reis e ganhou,
Manuel tinha uma dama, um 05 de ouro, um 03 de espada e um 04 de copas.
A última coisa que Manuel viu foi um ar de riso debochado no rosto enigmático do outro.
Depois, tombou por cima das cartas, bem no momento em que os dois companheiros estavam voltando. Confusos, os três velhos tentaram socorrê-lo, abrindo-lhe a camisa, atirando-lhe água na cara.
Sem resultado; durou menos de 1/2 hora. Transtornado, o que ficara jogando com ele não parava de repetir que tudo havia corrido bem até aquele instante; só que Manuel ficara olhando-o de um jeito gozado, como se não o reconhecesse. E quando a sorte virou e ele perdeu, caiu ali mesmo, sem dizer coisa nenhuma...
(*) Além de Titular da SBDE, é da União Brasileira de Escritores - Várias vezes premiada, é frequentemente convidada para compor a Comissão Julgadora de Concursos de Literatura. Com muita honra para nós!



EM DEFESA DA NOSSA LÍNGUA
VOCÊ SABE USAR A FORMA CORRETA? (*)
O USO DOS PORQUÊS
Eis uma análise com a intenção de esclarecer o emprego dos porquês para que não haja mais imprecisão a respeito.
Por que - O por que tem dois empregos diferenciados: Quando for a junção da preposição por + pronome interrogativo ou indefinido que, possuirá o significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”:
Por que você não vai ao cinema? (por qual razão); Não sei por que não quero ir. (por qual motivo).
Quando for a junção da preposição por + pronome relativo que, possuirá o significado de “pelo qual” e poderá ter as flexões: pela qual, pelos quais, pelas quais.
Sei bem por que motivo permaneci neste lugar. (pelo qual).
Por quê - Quando vier antes de um ponto, seja final, interrogativo, exclamação, o por quê deverá vir acentuado e continuará com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”.
Vocês não comeram tudo? Por quê? Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.
Porque - É conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de “pois”, “uma vez que”.
Não fui ao cinema porque tenho que estudar para a prova. (pois).
Não vá fazer intrigas porque prejudicará você mesmo. (uma vez que).
Porquê - É substantivo e tem significado de “o motivo”, “a razão”. Vem acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
O porquê de não estar conversando é porque quero estar concentrada. (motivo).
Diga-me um porquê para não fazer o que devo. (uma razão)
FONTE: Sabrina Vilarinho - Graduada em Letras - Equipe Brasil Escola.



MOMENTOS DE TROVAS PELO BRASIL À FORA
MARIVALDO ERNESTO/PB
Com as rimas de rebolo
fiz um verso sem projeto
tijolo sobre tijolo,
um verso quase concreto.

IZO GOLDMAN/SP
Nosso amor que o destino
vai pintando com ternura,
forma um quadro tão divino
que nem precisa moldura...

CAROLINA A. DE CASTRO/PE
Quanto mais disciplinado,
mais valor terá seu filho;
o diamante lapidado
se conhece pelo brilho.

RAIMUNDO ANDRADE PAIVA/CE
Parece uma eternidade
o teu vazio no leito,
mas resta ainda a saudade,
no vazio do meu peito.

OLYMPIO COUTINHO - BH/MG
Os sonhos, busque vivê-los,
não os deixe armazenados,
pois quem receia perdê-los
nunca os vê concretizados.

CARMEN PIO - Porto Alegre/RS
Nas lembranças doloridas,
de um passado tão recente,
somos duas almas sofridas,
na sombra de um amor ausente.

JÚLIA LEAL MIRANDA/RJ
O vazio dos teus braços,
depois de tristonho adeus,
fez a dor rondar meus passos,
na busca inútil dos teus...

ADEMAR MACEDO/RN
Se a inspiração me emitir,
todo dia, idéias novas,
brevemente irei abrir
um Shopping Center de Trovas!

MAURO CRUZ - JUIZ DE FORA/MG (*)
Deixou-me marco profundo,
Tímida, a sorrir, singela…
Deu-me o encanto do mundo,
O teu olhar na capela.
(*) 2º Vice-Presidente da SBDE
PARABÉNS AOS SEMPRE INSPIRADOS TROVADORES!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

TUDO SOBRE A ARTE POÉTICA



POESIA: Substantivo feminino (a palavra deve ser usada sempre no singular),
Algumas definições: Arte de compor ou escrever versos.
A poesia, ou gênero lírico, ou lírica é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos, ou seja, ela retrata algo que tudo pode acontecer, dependendo da imaginação do autor como a do leitor.

Composição em versos (livres e/ou providos de rima) cujo conteúdo apresenta uma visão emocional e/ou conceitual na abordagem de ideias, estados de alma, sentimentos, impressões subjetivas etc., quase sempre expressos por associações imagéticas - Obs.: Por oposição à prosa

Arte dos versos, característica de um poeta, de um povo, de uma época.

Ex.: Poesia romântica brasileira; Poesia modernista.

Arte de excitar a alma com uma visão do mundo, por meio das melhores palavras em sua melhor ordem.


Poder criativo; inspiração

O que desperta o sentimento do belo.

Aquilo que há de elevado ou comovente nas pessoas ou nas coisas.

Coletivo: Antologia, cancioneiro, parnaso, romanceiro.

POETA: Substantivo masculino


POETISA: Substantivo feminino = pessoa do sexo feminino que faz poesia.


História: - Em 1632: poetissa; Em 1720: poetiza.

Escritor/a que compõe poesia;

Autor cuja obra é impregnada de poesia.

Ex.: Compositores como Chopin e Debussy são verdadeiros poetas;

Ser humano com o dom da poesia: Ex.: uma pessoa com alma de poeta;

Aquele que tem imaginação inspirada;

Aquele que é dado a devaneios ou tem caráter idealista.

Sinônimos: Bardo, cantor, lírico, lirista, rimador, trovador, trovante, troveiro, trovista, vate, versejador, versificador; visionário;


Coletivo: Parnaso, plêiade, poetismo;


Etimologia: Latim - poéta,ae = poeta, o que faz, artista; - Grego:. poiétês,oû = autor, criador; compositor de versos, poeta; História: - Século V: poheta; - Século XV: pueta;

POETASTRO: Substantivo masculino. Mau poeta; poetaço

GLOSA: Tipo de composição poética que desenvolve um mote, em geral em tantas estrofes quantos são os versos deste e acabando cada estrofe com um deles.

MOTE: Estrofe, anteposta ao início de um poema, utilizada pelos poetas como motivo da obra cujo conteúdo desenvolve a idéia sugerida pela estrofe [Muito cultivado no século XVI por poetas renascentistas e, posteriormente, por poetas barrocos, caiu em desuso no século seguinte.]

POEMA: Substantivo masculino - Composição poética em que há enredo e ação; epopéia.

SONETO: Pequena composição poética composta de 14 versos, com número variável de sílabas, sendo o mais freqüente o decassílabo, e cujo último verso (dito chave de ouro) concentra em si a idéia principal do poema, ou deve encerrá-lo de maneira a encantar ou surpreender o leitor [Pode ter a forma do soneto italiano (o mais praticado) ou do soneto inglês.]

TROVA: Na Idade Média, composição poética acompanhada de música; cantiga.

CORDEL: Relativo à literatura popular, impressa em livretos de baixo custo, e feita por poetas populares - muito comuns no nordeste brasileiro.

HAICAI: forma de poesia japonesa surgida no século XVI, e ainda hoje em voga, composta de 03 versos, com 05, 07 e 05 sílabas, que pode ter como tema a natureza ou as estações do ano.
- Obs.: cf. haiku (japonês); forma poética de métrica e acentuação adaptada a partir desta, criada no Brasil. Etimologia: Em japonês, haikai: ideograma formado de hai 'brincadeira, gracejo' + kai 'harmonia, realização'.

JOGRAL - substantivo masculino. Na Idade Média, até o século X, artista, geralmente das classes mais humildes, que ganhava a vida divertindo o público, nos palácios ou nas praças públicas, com gracejos, sátiras, mágicas, acrobacias, mímica etc..

Na Literatura, música. Artista medieval que cantava e recitava poesia; mesmo que segrel. A partir do século X, os jograis começaram, juntamente com os menestréis, a divulgar a poesia trovadoresca, cantando-a acompanhados de música; - Poema ou texto interpretado dessa forma;

- Após o século XIV, artista popular itinerante; saltimbanco, truão, chocarreiro.

No Teatro: aquele que interpreta poemas e/ou canções; declamador, recitador; - grupo que declama textos literários em coro, alternando canto e recitativo, partes individuais e coletivas.

FONTES: DICIONÁRIO ELETRÔNICO HOUAISS/ WIKIPÉDIA - A ENCICLOPÉDIA LIVRE.

SEIS ANOS DE SARAU: Estamos entrando no 6º ano de realização do Sarau Literomusical promovido pelo Conselho Regional de Odontologia do RN em seu confortável auditório, e coordenado pela SBDE, com maciço apoio da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN (SPVA).
Aliás, o sustentáculo total do evento é dado por essa Sociedade, cujos poetas e poetisas assiduamente participam das reuniões quinzenais (1ª e 3ª quarta-feira, das 18 às 21 horas) sempre com grande brilhantismo e entusiasmo.
A receptividade é de tal monta e os resultados são tão espetaculares que tem ajudado muita gente a enfrentar problemas diversos, como depressão, gagueira etc..
Assim sendo, resolvemos “batizar” de Sarauterapia, com aprovação total de todos que lá vão.
Diante disso, fazemos um apelo aos dignos Titulares para que incentivem a realização desses eventos nas suas respectivas cidades, associando-se a instituições poéticas, literárias e musicais.
Temos a certeza de que estarão prestando um magnífico serviço, inclusive ao humanismo. Tomara!



quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

FELIZ NOVO ANO!












Agradecendo o bom ano de 2010, esperamos:
- Que o ano de 2011 traga saúde, paz mental e espiritual;
- Que a Família seja o refúgio seguro para seus componentes;
- Que Jesus, o Cristo, abençoe a todos;
- Que consigamos seguir os Seus preciosos ensinamentos.
- Que tenhamos muita luz e paz!
Fraternal abraço de todos os que fazem a
Sociedade Brasileira de Dentistas Escritores

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

ÚLTIMO SARAU DO ANO NO CRO/RN

Com grande êxito e em nome da nossa SBDE, foi encerrado no dia 15.12.2010 o Sarau Líteromusical que acontece na 1ª e na 3ª quarta-feira de cada mês no confortável auditório do Conselho Regional de Odontologia do RN, na cidade de Natal.
Há 5 anos, por feliz iniciativa do então Presidente, Dr. Ricardo Sá, mantido pelo atual Presidente, Dr. Eimar Lopes de Oliveira, acontece esse encontro da Poesia, da Música e do Humanismo, tornando as pessoas que participam mais felizes, a ponto de chamarmos de "Sarau-terapia".
Sugerimos que acessem o endereço http://www.outraseoutras.blogspot.com/ e vejam as postagens feitas com muito carinho pela Poetisa LÚCIA HELENA PEREIRA, uma entusiasta das Letras e das Artes, que colocou no ar as fotos tiradas no citado último sarau do ano, fechando muito bem mais um proveitoso e prazeroso ciclo.
O próximo Sarau já está marcado para o dia 05.01.2011, 1ª quarta-feira do mês e do ano, quando reiniciaremos as atividades voltadas para melhorar a qualidade de vida dos seus assíduos participantes, liderados pelos componentes da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN, parceiros desde sempre.
Saúde e paz a todos!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010





Escritor é o artista que se expressa através da arte da Literatura.
Seja autor de livros já publicados ou não, o mais importante é transmitir a ideia, a mensagem que a mente produz, contribuindo, de alguma forma, para a melhoria da humanidade,
Nesta passagem de ano, almejamos a todos que fazem a SBDE muitas conquistas e realizações pessoais / profissionais, com bastante saúde, energia e intuição para criação de novas obras.
Prossigamos a trajetória de levar a nossa Sociedade ao lugar de destaque que precisa e merece.
Lembremo-nos do “Aniversariante”, Jesus, o Cristo, seguindo-lhe os preciosos ensinamentos para melhorar a nossa sempre sofrida passagem terrena.
Amemos incondicionalmente! Sejamos Felizes!
Fraternal abraço a todos com extensão às respectivas famílias.
Dezembro de 2010.
Rubens Barros de Azevedo
Presidente